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Petróleo sobe após Irã negar conversas com os EUA e mercado voltar a focar risco de oferta

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Os preços do petróleo subiram novamente no início do pregão asiático de 24 de março de 2026, após o Irã negar alegações de que teria mantido negociações com os Estados Unidos. O movimento reverteu parte das perdas acentuadas da sessão anterior e ocorreu em meio à volta das preocupações dos investidores com o risco de oferta no mercado global de energia. De acordo com informações do OilPrice, o avanço aconteceu no início das negociações asiáticas, após declarações contraditórias sobre contatos entre Washington e Teerã.

No momento citado pela publicação, o barril do West Texas Intermediate (WTI) subia para US$ 91,54, em alta de 3,87%, enquanto o Brent avançava 3,43%, para US$ 103,40. A recuperação ocorreu depois de uma forte queda na segunda-feira, quando o Brent chegou a ficar abaixo de US$ 100 por barril pela primeira vez desde 11 de março, após declarações atribuídas por veículos internacionais a Donald Trump sobre supostas conversas com o Irã e o adiamento de ataques planejados contra infraestrutura energética iraniana.

Para o Brasil, oscilações no preço internacional do petróleo costumam ter impacto sobre combustíveis, frete e custos logísticos, além de influenciarem empresas do setor de energia e a percepção sobre a inflação. O Brent é uma das referências do mercado global e, por isso, seus movimentos são acompanhados de perto também por agentes econômicos brasileiros.

O que provocou a nova alta do petróleo?

Segundo o texto original, o mercado havia interpretado inicialmente as falas de Trump como um possível sinal de desescalada. Ele afirmou que Washington teve conversas “muito boas e produtivas” com o Irã e que ataques planejados contra usinas de energia e outros locais ligados ao setor energético iraniano haviam sido adiados por cinco dias, após discussões no fim de semana.

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A reação mudou quando o Irã rejeitou a versão de que teria havido negociação direta com os Estados Unidos. A negativa recolocou no radar dos operadores a incerteza geopolítica e os riscos para a oferta de petróleo, fator que ajudou a impulsionar novamente as cotações no mercado asiático.

Como o Irã respondeu às declarações sobre negociações?

O texto informa que o Irã negou imediatamente qualquer negociação direta com os Estados Unidos. Ao mesmo tempo, a reportagem menciona que algumas fontes afirmaram que esforços de mediação envolveriam potências regionais, incluindo Paquistão, Egito e Turquia. Também foi citado que um funcionário israelense disse ao Axios que negociadores dos EUA haviam mantido contato com o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf.

Em uma declaração publicada na rede X, Ghalibaf afirmou que não houve negociações com os Estados Unidos e classificou as alegações como desinformação voltada a manipular o mercado de petróleo.

“nenhuma negociação foi realizada com os Estados Unidos.”

“notícias falsas” com o objetivo de manipular os mercados de petróleo

Quais foram os preços e os reflexos imediatos no mercado?

Os dados publicados mostram que, no momento da apuração, os principais contratos do petróleo registravam alta após a reversão parcial do tom mais otimista visto na sessão anterior. Os números citados foram os seguintes:

  • WTI a US$ 91,54, com alta de 3,87%
  • Brent a US$ 103,40, com avanço de 3,43%
  • Na segunda-feira, o Brent chegou a cair abaixo de US$ 100 por barril

Além das commodities, os mercados acionários asiáticos também reagiram ao ambiente externo. De acordo com a reportagem, as bolsas da região acompanharam os ganhos de Wall Street depois das declarações de Trump, e o índice MSCI Ásia-Pacífico subia cerca de 1,5% nas primeiras negociações de 24 de março de 2026.

Por que o mercado segue atento ao risco de oferta?

O comportamento dos preços reflete a sensibilidade do mercado de energia a qualquer sinal envolvendo o conflito e a possibilidade de interrupções na produção ou no escoamento de petróleo. Quando investidores interpretam declarações políticas como indicativo de redução das tensões, os preços tendem a ceder. Quando surgem negações, contradições ou dúvidas sobre a real situação diplomática, a percepção de risco volta a pressionar as cotações para cima.

No caso relatado pela OilPrice, a sequência entre a queda de segunda-feira e a alta de terça mostra como o mercado oscilou entre uma leitura de possível alívio e um novo foco sobre a segurança da oferta. O texto não apresenta confirmação de acordo entre as partes, mas registra que a negativa iraniana alterou rapidamente o humor dos operadores e recolocou o petróleo em trajetória de alta.

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