Petróleo: Preço sobe com tensão entre EUA e Irã; entenda impactos - Brasileira.News

    Petróleo: Preço sobe com tensão entre EUA e Irã; entenda impactos

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    O aumento das tensões entre os Estados Unidos e o Irã impulsionou as cotações internacionais do petróleo, gerando especulações sobre o impacto nos preços dos combustíveis no Brasil e um possível atraso na queda da taxa de juros. Apesar do cenário, especialistas descartam risco de desabastecimento no país.

    De acordo com informações da Revista Oeste, o barril do petróleo alcançou US$ 80 nesta segunda-feira, 2, o maior valor desde janeiro de 2025. A Petrobras ainda não se pronunciou sobre o assunto, mas os novos preços no mercado internacional geralmente influenciam as decisões de reajuste, especialmente em momentos como o atual. O mercado reagiu positivamente aos ativos da empresa, com as ações preferenciais fechando o primeiro pregão na B3, a Bolsa de Valores do Brasil, com alta de 4,63%, cotadas a R$ 44,71.

    O principal produto de exportação da estatal brasileira é a commodity.

    ## Qual o impacto do conflito no Estreito de Hormuz?

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    Analistas brasileiros e internacionais indicam que um eventual fechamento do Estreito de Hormuz, controlado pelo Irã, por um período prolongado ou devido à intensificação do conflito, seria um sinalizador do impacto nos preços, conforme noticiado pela Folha de S.Paulo. A maior parte do volume que passa pelo Estreito é destinada a consumidores como China e Índia, responsáveis por um quinto da produção mundial de petróleo.

    Marcus D’elia, sócio da Leggio Consultoria, afirma que “por enquanto, espera-se muita volatilidade nas cotações internacionais, mas o preço do barril deve ser contido pela sobra de óleo no mundo, resultado do crescimento baixo da demanda menor que o da oferta”.

    ## Qual a previsão para o preço do barril em caso de conflito?

    Segundo D’elia, “um conflito de até dez dias manteria o barril entre US$ 80 e US$ 100, mas de forma temporária, já que os principais clientes do Oriente Médio têm estoques suficientes para substituir 100 a 200 dias de importação”.

    Analistas do Scotiabank destacaram que “esse cenário tem impactos macroeconômicos conflitantes para o país”.

    Por um lado, amplia as receitas com a exportação de petróleo e, consequentemente, valoriza o real. Preços de energia estruturalmente mais altos são altamente inflacionários e quase certamente dificultariam o ciclo iminente de cortes de juros recentemente sinalizado pelo Banco Central.”

    ## O Brasil corre risco de desabastecimento?

    O presidente da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis, Sérgio Araújo, garante que “o Brasil não depende do Estreito de Hormuz para garantir o abastecimento de combustíveis”. Segundo ele, “o país depende de diesel importado, mas a maior parte vem dos Estados Unidos e da Rússia”.

    “Não vejo nenhum risco para o suprimento”, prossegue Araújo. “Há uma pressão maior sobre a Petrobras porque as defasagens estão muito elevadas.”

    A Petrobras, em nota, assegura que seus fluxos de importação “são majoritariamente fora da região de crise e as poucas rotas que existem podem ser redirecionadas”. A empresa reforça que não há risco de interrupção das importações e exportações no momento.

    • Impacto nos preços dos combustíveis no Brasil
    • Possível atraso na queda da taxa de juros
    • Especialistas descartam risco de desabastecimento

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