Petróleo no Alasca: Leilão de US$ 164 milhões ameaça terras de indígenas

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A comunidade indígena de Nuiqsut, localizada no Alasca, enfrenta uma nova ameaça existencial após o governo dos Estados Unidos leiloar milhões de acres em terras protegidas para empresas petroleiras. A venda arrecadou US$ 164 milhões e gerou uma disputa judicial direta pelos direitos de conservação da região ártica, afetando drasticamente o modo de vida tradicional das populações originárias locais.

De acordo com informações da Grist, a venda contrariou um acordo prévio estabelecido pela administração de Joe Biden no final do ano de 2024. O documento protegia as áreas ao redor do lago Teshekpuk para garantir a migração de caribus e a subsistência do povo Iñupiat, mas foi anulado sob as diretrizes de expansão energética impostas pela administração de Donald Trump.

Como o avanço da indústria afeta a população de Nuiqsut?

A aldeia reconhecida federalmente, que abriga 500 residentes no distrito de North Slope, está situada a pouco mais de seis quilômetros da fronteira da Reserva Nacional de Petróleo no Alasca (NPR-A). A ex-prefeita Rosemary Ahtuangaruak relatou que, em 2023, um grave vazamento de gás de uma operação petrolífera próxima deixou a população sem respostas imediatas do setor industrial.

“Estava a apenas oito milhas da nossa aldeia. Assistimos a indústria evacuar seu pessoal por estradas de gelo em frente à nossa comunidade, enquanto ficávamos esperando por informações sobre o que estava acontecendo”, afirmou Ahtuangaruak. “Foi muito preocupante que, através de todos os esforços que fizemos, ainda não conseguíssemos proteger a nossa comunidade dos efeitos do que estava acontecendo.”

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Quais empresas arremataram as terras e o que diz a Justiça?

Durante a última semana, mais de 1,3 milhão de acres foram vendidos para gigantes do setor energético global, incluindo companhias de peso como ConocoPhillips, Shell e Exxon Mobil Corp. Sob a nova lei orçamentária do governo, o Bureau of Land Management (BLM) planeja realizar leilões adicionais na reserva natural ininterruptamente até 2035.

No entanto, dois dias antes da realização do leilão, a juíza distrital dos Estados Unidos, Sharon Gleason, emitiu uma liminar preliminar em um processo movido pela organização sem fins lucrativos Nuiqsut Trilateral Inc. A magistrada justificou a decisão jurídica argumentando que os direitos de propriedade da comunidade local ofereciam uma base legal mais sólida do que alegações puramente culturais para tentar barrar a venda promovida pelo BLM.

Apesar da restrição judicial ativa, diversas companhias arremataram quase 250 mil acres perto da zona protegida do lago no exato dia do certame. Andy Moderow, diretor sênior de políticas da organização ambiental Alaska Wilderness League, expressou profunda preocupação com a postura do setor corporativo diante das regulamentações federais.

“Não acho que as indústrias tratarão qualquer lugar como fora dos limites se puderem obter lucros lá, e é por isso que estamos tão preocupados com o que estamos vendo do governo e a pressa em realizar a venda e cancelar as servidões projetadas para colocar as comunidades no comando do que desejam ver”, declarou Moderow.

Existem impactos comprovados na saúde dos indígenas Iñupiat?

Líderes locais apontam que as questões culturais de subsistência são inseparáveis dos danos ecológicos provocados pelo homem. Nauri Simmonds, diretora da organização Sovereign Iñupiat for a Living Arctic, ressaltou a urgência de estudos clínicos aprofundados. Segundo as lideranças comunitárias, até o momento, nenhum estudo oficial de saúde pública foi conduzido na aldeia para documentar as tendências patológicas impulsionadas pelo desenvolvimento industrial vizinho.

Os dados documentados da própria indústria revelam cenários de alto risco ambiental. Um relatório interno finalizado em 2017 e preparado pela operadora ConocoPhillips apontou os seguintes reflexos ambientais gerados pelas operações de campo:

  • Liberação anual de 1,7 milhão de libras de óxido nitroso diretamente no ar da região habitada.
  • Associação direta e comprovada da substância química exalada a graves problemas respiratórios e distúrbios de ordem mental.
  • Relação fática das emissões poluidoras com crescentes casos de deficiências vitamínicas e desordens neurológicas na população próxima.

Apesar dos alertas médicos e da preocupação das ONGs, a dependência financeira sistêmica gerada pelas empresas no North Slope dificulta qualquer frente de resistência local. Cerca de 46% da classe de trabalhadores da região ártica está empregada na indústria do petróleo. Simmonds explicou que o nível elevado de pobreza e isolamento obriga milhares de moradores a apoiar os megaprojetos em troca de dividendos corporativos mensais, o que historicamente mascara a extrema gravidade dos problemas físicos enfrentados e silencia as famílias Iñupiat.

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