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Petrobras retoma perfuração na Foz do Amazonas e prevê conclusão em 2026

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A Petrobras retomou em 16 de março a perfuração do poço Morpho, na Foz do Amazonas, e agora prevê concluir o trabalho no segundo trimestre de 2026, após uma interrupção causada por vazamento de fluido de perfuração no início de janeiro. A informação foi confirmada nesta terça-feira, 31 de março de 2026, pela diretora de Exploração e Produção da estatal, Sylvia Anjos, durante evento no Rio de Janeiro. O poço, em águas profundas, deve atingir quase 7.000 metros para verificar a presença de petróleo ou gás natural na área.

De acordo com informações da Folha Ambiente, a paralisação durou mais de dois meses e ocorreu depois de um incidente que levou o Ibama a aplicar multa de R$ 2,5 milhões. O cronograma original da companhia previa que o objetivo do poço fosse atingido ainda em março.

Por que a perfuração do poço Morpho foi interrompida?

A atividade foi suspensa no começo de janeiro, após vazamento de fluido de perfuração. O episódio resultou em autuação do Ibama, órgão federal responsável pelo licenciamento e pela fiscalização ambiental, e adiou o plano inicial da estatal para a conclusão desta etapa do projeto.

Segundo Sylvia Anjos, a mudança no calendário decorre diretamente desse atraso. Em declaração reproduzida pela reportagem original, a executiva afirmou:

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“O primeiro trimestre já acabou, então vai ser no segundo trimestre”.

Ela também comentou a incerteza sobre o resultado da perfuração:

“A gente só vai conseguir saber quando chegar lá mesmo”.

O que a Petrobras informou sobre a retomada dos trabalhos?

Em nota, a Petrobras declarou que reiniciou a perfuração após cumprir as recomendações da ANP e prestar os esclarecimentos pedidos pela agência e pelos órgãos ambientais. A ANP é a agência reguladora do setor de petróleo, gás natural e biocombustíveis no Brasil. O poço Morpho é apontado como o primeiro em águas profundas na bacia da Foz do Amazonas.

A estatal também foi autuada pela ANP por falhas na sonda de perfuração em operação no local, embora, segundo o texto original, sem relação com o vazamento de janeiro. Esse processo pode resultar em multa de até R$ 2 milhões.

  • Retomada da perfuração: 16 de março de 2026
  • Previsão de conclusão: segundo trimestre de 2026
  • Profundidade estimada do poço: quase 7.000 metros
  • Multa aplicada pelo Ibama: R$ 2,5 milhões
  • Multa em análise na ANP: até R$ 2 milhões

Quais são os questionamentos sobre o projeto na Foz do Amazonas?

O Ministério Público Federal tenta suspender o licenciamento ambiental da pesquisa de petróleo na região e pede revisão das comunicações feitas pela Petrobras sobre o projeto. O órgão também defende uma análise conjunta de todos os poços previstos para o bloco.

De acordo com a reportagem, o MPF aponta contradições entre informações apresentadas ao público e documentos do próprio processo. O órgão também questiona o avanço de pesquisas sísmicas sem a coleta de dados ambientais em uma área descrita como uma das regiões marinhas mais sensíveis e menos conhecidas do país.

O que está previsto para os próximos anos na área?

Um cronograma posterior apresentado pela própria empresa prevê a perfuração de outros três poços, chamados Marolo, Manga e Maracujá, entre 2025 e 2029. Segundo o MPF, isso amplia tanto o tempo total da atividade quanto o volume de impactos associados à exploração.

A perfuração na bacia da Foz do Amazonas é acompanhada de perto pelo setor de petróleo, que vê na região uma possibilidade de renovação das reservas brasileiras após o esgotamento do pré-sal. Em sentido oposto, organizações ambientalistas criticam a autorização para buscar novos combustíveis fósseis ao mesmo tempo em que o país se apresenta como liderança na transição energética.

Assim, a retomada do poço Morpho recoloca em evidência uma disputa que envolve expectativa econômica, fiscalização regulatória e contestação ambiental. O avanço da perfuração, agora com previsão de término no segundo trimestre, ocorre sob monitoramento de órgãos públicos e em meio a questionamentos sobre os impactos e a condução do licenciamento.

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