
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro enfrentam alta rejeição, conforme pesquisa repercutida por Brasil 247 e Jovem Pan. O levantamento, realizado pelo instituto Paraná Pesquisas, identificou 47% de rejeição para Lula e 44,1% para Flávio Bolsonaro. A pesquisa foi feita entre 25 e 28 de março de 2026, com 2.080 eleitores em todos os estados do país.
No que diz respeito ao potencial eleitoral, 30,4% dos entrevistados votariam com certeza em Lula, enquanto 21,4% consideram essa possibilidade. No caso de Flávio Bolsonaro, 30,1% dos eleitores têm convicção de voto, e 24,6% poderiam votar no senador, que representa o Rio de Janeiro no Senado. Esse cenário reflete um equilíbrio entre a rejeição e a aceitação dos dois políticos, apesar das ligeiras diferenças de porcentagem entre eles.
Quais são os níveis de conhecimento dos candidatos?
Lula apresenta um nível de conhecimento muito mais amplo. Segundo a Jovem Pan, 83,3% dos entrevistados afirmam conhecer bem o presidente, 15,6% apenas de ouvir falar e 1,1% dizem não conhecê-lo. Já Flávio Bolsonaro é bem conhecido por 36,8% das pessoas, 54,5% dizem ter ouvido falar dele, e 8,7% não o conhecem.
Esses dados destacam a influência do grau de conhecimento na formação da opinião pública. A diferença nos níveis de conhecimento entre os dois nomes pode ajudar a explicar, em parte, as disparidades de rejeição e potencial de voto. Lula, em seu terceiro mandato na Presidência, tem trajetória política nacional mais longa e maior exposição pública.
Como o Bolsa Família influencia esses resultados?
O levantamento também analisou a influência do Bolsa Família na percepção pública de Lula e Flávio Bolsonaro. Entre as famílias beneficiárias do programa, a rejeição a Flávio Bolsonaro é significativamente mais alta, atingindo 55,4%, de acordo com informações da Jovem Pan. Em contraste, entre aqueles que não recebem o Bolsa Família, essa rejeição é menor.
Os dados indicam associação entre perfil social e percepção política captada pela pesquisa. O Bolsa Família é o principal programa federal de transferência de renda do país, o que ajuda a explicar sua relevância em levantamentos sobre imagem de lideranças nacionais.
“A rejeição de Lula supera a de Flávio Bolsonaro, mas ambos enfrentam desafios significativos na aceitação popular.” — Brasil 247


