
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, celebrou na segunda-feira, 30 de março de 2026, a aprovação no Knesset, o Parlamento israelense, de uma lei que prevê pena de morte para palestinos condenados por homicídio em casos classificados como “atos de terrorismo”. Durante a sessão, o político apareceu com um broche dourado em forma de forca e levou uma garrafa de champagne ao plenário. De acordo com informações do g1 Mundo, a proposta foi impulsionada pelo próprio Ben Gvir e recebeu voto favorável do premiê Benjamin Netanyahu.
A medida aprovada em Israel repercute internacionalmente em meio à guerra na Faixa de Gaza e ao debate sobre direitos humanos no Oriente Médio, tema acompanhado de perto por organismos multilaterais e por países como o Brasil, que têm posição histórica em fóruns internacionais sobre o conflito israelense-palestino.
Segundo o relato, a nova legislação torna a sentença um padrão nos julgamentos realizados por tribunais militares para esse tipo de caso. Imagens do Parlamento israelense mostram que outros integrantes da extrema direita também usaram o broche durante a sessão. No momento em que a parlamentar Limor Sonn Har Melech anunciou o resultado, com 62 votos a favor e 48 contra, Ben Gvir ergueu a garrafa para comemorar. Ele teria sido impedido de abrir a bebida no plenário por homens que aparentavam ser seguranças da Casa.
Como foi a celebração de Itamar Ben Gvir após a votação?
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram Ben Gvir já com a bebida aberta em um momento que parecia ocorrer logo após a sessão. Nas imagens, ele aparece servindo champagne a outros ministros.
“Em breve, vamos contá-los um por um”
A cena ocorreu após a aprovação de uma das principais promessas de campanha de políticos da extrema direita israelense. O uso do broche com desenho de forca foi interpretado como uma alusão direta ao método de execução previsto na lei aprovada.
Que reações a nova lei provocou em Israel e no exterior?
Após a votação, grupos de defesa dos direitos humanos de Israel e de países europeus condenaram a proposta. Um grupo israelense informou ter apresentado uma petição à Suprema Corte do país para pedir a anulação da medida. O texto divulgado pela entidade afirma que a Associação para os Direitos Civis em Israel acionou o Supremo Tribunal de Justiça contra a chamada Lei da Pena de Morte para Terroristas, promulgada em 30 de março de 2026.
A Autoridade Palestina também criticou a legislação e afirmou que ela “busca legitimar execuções extrajudiciais”. Já o Conselho da Europa, organização internacional dedicada à promoção de direitos humanos, democracia e Estado de Direito no continente, sinalizou na terça-feira, 31 de março de 2026, que pode retirar de Israel o status de observador na Assembleia Parlamentar do conselho. A presidente da APCE, Petra Bayr, declarou, segundo o texto de origem, que a instituição rejeita a pena de morte em qualquer lugar e sob quaisquer circunstâncias.
Qual é o contexto político e judicial citado na reportagem?
O texto relaciona a aprovação da lei a um ambiente de forte mobilização da extrema direita israelense em torno de temas de segurança e punição. Também lembra que, no começo de março de 2026, outra decisão tomada por Israel havia sido contestada por grupos de direitos humanos: a retirada das acusações contra cinco soldados acusados de abusar sexualmente de um detento palestino.
Segundo a reportagem, o caso envolvia a prisão militar de Sde Teiman, criada após 7 de outubro de 2023, perto de Beersheba, no deserto do Neguev, para abrigar palestinos detidos em Gaza durante a guerra de Israel contra o Hamas. A instalação ganhou notoriedade após relatos de funcionários e de palestinos libertados sobre abusos e tortura.
- A lei foi aprovada com 62 votos a favor e 48 contra.
- Ben Gvir usou um broche de forca durante a sessão.
- Grupos de direitos humanos anunciaram contestação judicial.
- O Conselho da Europa indicou possível sanção diplomática a Israel.
Ao mencionar esse histórico recente, a reportagem aponta o aprofundamento das críticas internas e externas às ações do governo israelense e de seus aliados de extrema direita. A aprovação da nova lei, somada às reações de entidades jurídicas e organismos internacionais, amplia a pressão sobre o país.


