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PCPR prende 25 pessoas por estelionato de imóveis em operação em Curitiba

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A GCM officer checks documents during night traffic control in Londrina, Brazil.
A GCM officer checks documents during night traffic control in Londrina, Brazil. Foto: Rodolfo Gaion — Pexels License (livre para uso)

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) efetuou a prisão de 25 indivíduos nesta segunda-feira (6 de abril de 2026), sob a acusação de integrarem uma associação criminosa especializada em golpes imobiliários em Curitiba. A ação policial ocorreu em dois escritórios situados na região central da capital paranaense, onde o grupo operava um esquema de fraudes que vitimou diversas pessoas interessadas na aquisição da casa própria.

De acordo com informações da Agência Paraná, o trabalho investigativo teve início após o registro de uma denúncia formal de uma vítima. O relato indicava que o grupo induzia interessados a realizar o pagamento de uma entrada por um imóvel anunciado em redes sociais, com a promessa de que a entrega da chave seria imediata, o que nunca ocorria.

Durante as diligências, os investigadores da PCPR constataram que os suspeitos utilizavam dados fraudulentos para comercializar cotas de consórcios como se fossem cartas de crédito já contempladas. Esse tipo de estelionato tem se tornado um alerta de segurança pública nacional, com quadrilhas em diversos estados do Brasil utilizando a mesma tática para enganar consumidores com falsas promessas de crédito imobiliário rápido. Na prática, as vítimas pagavam valores consideráveis, mas não recebiam os bens negociados, uma vez que as propriedades anunciadas sequer pertenciam à empresa operada pelos investigados.

Como funcionava o esquema de estelionato imobiliário em Curitiba?

A organização apresentava uma estrutura profissional e setorizada para maximizar o alcance dos golpes. Segundo a delegada Fernanda Moretzsohn, o grupo possuía uma hierarquia clara e uma divisão de tarefas bem estabelecida entre seus membros para garantir o funcionamento da operação ilícita e o convencimento das vítimas.

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É uma organização criminosa porque tem até divisão de tarefas: equipe de vendas, divulgação, cooptação de clientes e assinatura de contratos e pós-vendas. Esses criminosos criavam anúncios falsos em marketplaces. E com isso anunciam financiamentos muito baixos e com crédito facilitado. As pessoas entravam em contato com interesse e ao assinar o contrato acabavam comprando consórcios ou algo que não existia.

A estratégia consistia em atrair compradores através de ofertas tentadoras em plataformas digitais de venda, oferecendo condições de crédito muito abaixo das praticadas pelo mercado financeiro tradicional. Ao serem atraídos pela facilidade, os clientes assinavam contratos acreditando tratar-se de um financiamento imobiliário direto, quando, na verdade, estavam sendo vinculados a sistemas de consórcio ou produtos inexistentes.

Quais materiais foram apreendidos durante a ação policial?

A operação resultou na apreensão de um vasto material que servirá como prova documental para o prosseguimento do inquérito. Os policiais civis recolheram aparelhos celulares, diversos equipamentos eletrônicos e cadernos de anotações que continham registros detalhados das negociações que estavam em andamento no momento da abordagem nos escritórios.

O delegado Emmanoel David destacou que a unidade policial já havia recebido múltiplas denúncias sobre a atuação dos escritórios no Centro de Curitiba. Segundo o delegado, as evidências colhidas são fundamentais para entender a dimensão da fraude e o número total de pessoas prejudicadas:

Durante a diligência, foram apreendidos aparelhos celulares, equipamentos eletrônicos e anotações com registros de negociações em andamento. Recebemos mais de uma denúncia e estamos apurando a situação.

Dentre os 25 detidos na operação, as autoridades confirmaram a presença de cinco adolescentes, que também estariam envolvidos nas atividades do grupo. Todos os adultos foram autuados em flagrante pelos crimes de estelionato e associação criminosa, sendo posteriormente encaminhados ao sistema penitenciário do estado.

O que acontece com os suspeitos após a prisão em flagrante?

Com a prisão e o encaminhamento ao sistema prisional, os acusados ficam à disposição da Justiça do Paraná. A investigação policial entra agora em uma nova fase, focada em identificar o alcance total do prejuízo financeiro causado às vítimas e localizar outras pessoas que possam ter sido lesadas pelo mesmo grupo criminoso.

A PCPR orienta que eventuais vítimas que reconheçam o método descrito ou que tenham realizado transações com os escritórios investigados procurem a delegacia para formalizar a queixa. O balanço final das apreensões ajudará a traçar o perfil das movimentações bancárias da associação criminosa e auxiliar na recuperação de ativos.

  • Vinte e cinco pessoas detidas em flagrante pela PCPR;
  • Cinco adolescentes identificados entre os envolvidos no esquema;
  • Dois escritórios no Centro de Curitiba interditados durante a ação;
  • Aparelhos eletrônicos e documentos apreendidos para perícia técnica.

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