O treinador Paulo Fonseca compartilhou sua experiência de fuga de Kiev em fevereiro de 2022, quando a cidade estava sob bombardeio russo. Em um relato emocionante, Fonseca descreve a decisão de buscar a família de sua esposa na Ucrânia e a subsequente necessidade de escapar para a segurança. De acordo com informações do L’Equipe, a jornada incluiu uma noite passada com jogadores do Shakhtar Donetsk, então treinado por Roberto De Zerbi, antes de uma viagem de 30 horas até a Moldávia e, posteriormente, a Romênia.
Como foi a fuga de Kiev?
Fonseca e sua família estavam em Kiev quando os bombardeios começaram.
“A guerra havia já começado. A primeira coisa que fizemos foi trazer nosso filho para o nosso quarto. Precisávamos partir”,
relatou Fonseca. A família rapidamente juntou suas malas e embarcou em um minibus, enfrentando um trânsito caótico em direção a Lviv. Durante o trajeto, amigos do Shakhtar Donetsk aconselharam Fonseca a se abrigar em um hotel com bunker, onde passaram a noite com outros membros do clube.
Quais foram os desafios enfrentados durante a fuga?
A fuga foi marcada por dificuldades, como o bloqueio das estradas e a escassez de recursos.
“O tráfego estava completamente bloqueado na estrada em direção a Lviv”,
lembrou Fonseca. A embaixada de Portugal conseguiu um mini-van para a família, que viajou por mais de 30 horas até a Moldávia, enfrentando sirenes e desvios para evitar soldados russos.
- Escassez de combustível e alimentos
- Viagem com crianças pequenas
- Alívio ao cruzar a fronteira com a Moldávia
Qual o impacto emocional dessa experiência?
Fonseca descreveu o impacto emocional duradouro da experiência.
“Nunca tive mais medo pela nossa vida, pela vida do meu filho e da minha esposa”,
afirmou. Embora ele não pense sobre isso todos os dias, a memória permanece viva. A travessia para a Moldávia trouxe um alívio inesquecível, marcando o fim de uma jornada angustiante.