Paulinho da Costa, percussionista carioca radicado nos Estados Unidos desde 1972, é tema do documentário The Groove Under the Groove, lançado em março de 2024 na Netflix, que revisita sua trajetória internacional e a dimensão de sua atuação na música mundial. Nascido no bairro de Irajá, na cidade do Rio de Janeiro, o músico construiu carreira ao lado de nomes centrais da indústria fonográfica americana após se mudar para Los Angeles para integrar o grupo de Sérgio Mendes. De acordo com informações do Monitor Mercantil, a produção reúne depoimentos de artistas e colaboradores que trabalharam com o brasileiro desde a década de 1970.
O texto original destaca que Paulo Roberto da Costa, que tinha 78 anos em 2024, encontrou na música um caminho de afirmação pessoal desde a infância, marcada por dificuldades familiares. Ainda menino, passou a se interessar por ritmos e sons produzidos com objetos do cotidiano, até conhecer o pandeiro e integrar a ala jovem da bateria da Portela, tradicional escola de samba do Rio de Janeiro. Mais tarde, desenvolveu técnicas de percussão, atuou em conjuntos de samba e participou de turnês internacionais, passo que antecedeu sua mudança definitiva para os Estados Unidos.
Como Paulinho da Costa construiu a carreira nos Estados Unidos?
A virada ocorreu quando, aos 24 anos, ele foi convidado para integrar o conjunto de Sérgio Mendes em Los Angeles. Segundo o relato, Paulinho não falava inglês naquele momento e embarcou para a Califórnia ao lado da esposa, que estava grávida. A partir dali, consolidou-se como percussionista requisitado em gravações e produções de grande alcance, ampliando sua rede de contatos no cenário musical norte-americano.
Entre os artistas citados no texto como parceiros de trabalho estão Dizzy Gillespie, Quincy Jones, Michael Jackson, Madonna, Lionel Richie, Whitney Houston, George Benson, Céline Dion, Elton John e Bob Dylan. O artigo afirma ainda que sua percussão aparece em álbuns como Thriller e Off the Wall, de Michael Jackson, além de mencionar colaborações ligadas ao cinema com Steven Spielberg e John Williams.
Quais números e reconhecimentos são atribuídos ao percussionista?
O texto publicado pelo Monitor Mercantil informa que Paulinho da Costa gravou com 972 artistas e recebeu 186 discos de Ouro e Platina. Também registra sua participação em 59 músicas premiadas com o Grammy e em 12 canções vencedoras do Oscar. Esses dados são apresentados como indicativos da dimensão de sua presença nos bastidores da música pop, do jazz e de trilhas sonoras ao longo de mais de cinco décadas.
- Radicação em Los Angeles em 1972
- Atuação com Sérgio Mendes no início da carreira nos EUA
- Parcerias com artistas de projeção internacional
- Participação em gravações premiadas com Grammy e Oscar
- Lançamento de documentário sobre sua trajetória na Netflix
Além dos números, o artigo ressalta a forma de trabalho do percussionista, associada à criação manual de arranjos e timbres com instrumentos e objetos levados por ele aos estúdios. Em meio ao avanço dos recursos eletrônicos na produção musical, o texto afirma que Paulinho manteve sua preferência por construir os sons com as próprias mãos, preservando uma assinatura artística reconhecida por produtores e músicos.
“Eu não preciso. Vou continuar colocando o meu som nas suas ‘coisas’ e a gente vê como fica”
A mesma abordagem aparece em um depoimento atribuído a Quincy Jones, citado no texto como reconhecimento direto ao método criativo do brasileiro.
“Eu conheço vários arranjadores que dizem exatamente cada nota que deve ser tocada, mas não é assim que se faz grandes músicas… que se conectam com Deus. Paulinho faz isso”
O que mostra o documentário The Groove Under the Groove?
Descrito como uma produção americana dirigida pelo brasileiro Oscar Rodrigues Alves, o documentário estreado em março de 2024 reúne relatos de dezenas de artistas e revisita canções conhecidas do público que contaram com participação de Paulinho da Costa. A proposta, segundo o artigo, é evidenciar a relevância de um músico brasileiro cujo nome nem sempre é imediatamente reconhecido fora dos círculos especializados, apesar da presença constante em gravações históricas.
Ao recuperar essa trajetória, o filme ajuda a dimensionar o papel de Paulinho da Costa na música internacional e a apresentar ao público brasileiro a extensão de uma carreira construída nos bastidores, mas associada a alguns dos maiores nomes da indústria cultural das últimas décadas.

