Patrimônio imobiliário de Alexandre de Moraes triplica em cinco anos, diz jornal - Brasileira.News
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Patrimônio imobiliário de Alexandre de Moraes triplica em cinco anos, diz jornal

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Brasília - Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro licenciado da Justiça e Segurança Pública, Alexandre de Moraes, indica
Brasília - Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro licenciado da Justiça e Segurança Pública, Alexandre de Moraes, indicado para cargo de ministro do STF, na CCJ no Senado (Marcelo Camargo/Agência Brasil) Foto: Agência Brasil/EBC — EBC/Agência Brasil — CC BY 3.0 BR

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, apresentaram um crescimento expressivo e contínuo em seu patrimônio imobiliário desde que o magistrado assumiu sua cadeira na Corte, em março de 2017, após indicação do então presidente Michel Temer. Um mapeamento detalhado, construído com base em documentos e contratos oficiais, revelou que o casal aumentou o valor financeiro de seus bens em 266% durante este período.

De acordo com reportagem do Estadão publicada no início de abril de 2026, os dados patrimoniais foram obtidos por meio da análise de contratos de compra e venda devidamente registrados em cartórios localizados nos estados de São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. Na prática, a evolução apurada significa um salto patrimonial de um montante avaliado inicialmente em R$ 8,6 milhões para os atuais R$ 31,5 milhões consolidados em imóveis.

Conforme os registros cartoriais detalhados pela reportagem original, a aceleração das aquisições imobiliárias ocorreu de forma mais concentrada e volumosa. Apenas no período compreendido entre os anos de 2021 e 2025, a família Moraes desembolsou a expressiva quantia de R$ 23,4 milhões para a compra de novas propriedades. O fato que ganhou forte destaque no levantamento é que todas essas transações recentes, realizadas nas cidades de São Paulo e em Brasília, foram pagas integralmente à vista, conforme atestam os documentos públicos.

Como está composto o patrimônio atual da família Moraes?

Atualmente, o portfólio imobiliário do casal é composto por um total de 17 propriedades diversificadas, que incluem casas, apartamentos, terrenos e salas comerciais. Esse volume patrimonial representa um crescimento considerável em relação ao cenário encontrado no ano de 2017. Naquela época, o ministro e a advogada possuíam 12 imóveis em seus nomes. O valor atualizado estipulado pelo jornal leva em consideração os preços nominais que foram efetivamente pagos pelo casal na aquisição de cada uma das propriedades hoje listadas.

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Conforme destacado na repercussão veiculada pela CNN Brasil, o escopo de bens adquiridos recentemente engloba localizações de alto padrão e custo elevado no mercado imobiliário brasileiro. Entre as aquisições mapeadas pelos veículos de imprensa, destacam-se propriedades específicas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste do país.

  • Uma casa de luxo no Lago Sul, bairro nobre e de altíssimo custo localizado em Brasília (DF);
  • Um apartamento na cidade turística de Campos do Jordão, tradicional reduto de inverno no interior de São Paulo;
  • Dois apartamentos no Jardim América, um dos bairros mais valorizados e tradicionais da capital paulista.

Ao resumir a evolução das aquisições documentadas pelos cartórios, a reportagem é categórica ao descrever o fenômeno financeiro da família:

“O patrimônio imobiliário atual de Moraes e Viviane é três vezes superior aos R$ 8,6 milhões que eles tinham em 12 imóveis até 2017”.

Qual o papel da empresa familiar nas aquisições milionárias?

Um detalhe jurídico e administrativo altamente relevante trazido pelas investigações jornalísticas diz respeito à forma societária como parte significativa dessas propriedades foi adquirida recentemente. A maior parcela das compras imobiliárias não foi feita diretamente em nome das pessoas físicas do ministro Alexandre de Moraes ou de sua esposa, mas sim por intermédio do Lex Instituto de Estudos Jurídicos.

Esta pessoa jurídica consiste em uma sociedade empresarial da qual participam diretamente a advogada Viviane Barci de Moraes e os dois filhos do casal, Alexandre e Giuliana. A apuração destaca de forma clara que o ministro do STF não consta formalmente como sócio desta empresa em seus registros oficiais. No entanto, o desenho jurídico do casamento tem implicações diretas sobre a posse destes bens recém-adquiridos.

Sob a ótica do Direito de Família e do regime civil brasileiro, a estruturação empresarial tem impacto imediato no patrimônio conjunto. Como o ministro é casado com a advogada sob o regime de comunhão parcial de bens, a legislação estabelece que todos os bens e valores adquiridos de forma onerosa durante a vigência do matrimônio passam a integrar, obrigatoriamente, o patrimônio do casal como um todo. Ou seja, independentemente de os bens terem sido comprados pela empresa da esposa, eles compõem o escopo patrimonial partilhável da família Moraes.

O que dizem os citados sobre as compras à vista?

Para fins de contextualização da renda oficial, as reportagens pontuaram a remuneração pública do magistrado. Atualmente, o subsídio mensal recebido por Alexandre de Moraes pelo exercício de sua função como ministro do Supremo Tribunal Federal é fixado em R$ 46 mil, valor que representa o teto constitucional do funcionalismo público no Brasil.

Diante da disparidade entre a renda pública e as informações de dezenas de milhões em transações levantadas pelos registros públicos de cartório, os veículos de comunicação tentaram estabelecer contato formal para obter esclarecimentos. A reportagem do Estadão informou publicamente que procurou o ministro e sua esposa por meio de suas respectivas assessorias de imprensa desde o dia 27 de março. O objetivo era permitir que ambos pudessem se manifestar sobre a evolução dos números e a origem dos recursos.

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