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Pará investe R$ 2,75 bilhões para ampliar rede de saúde materna e infantil

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El actual Hospital nace de la fusión de dos grandes e históricos Hospitales como fueron el Hospital San Francisco de Borja y
El actual Hospital nace de la fusión de dos grandes e históricos Hospitales como fueron el Hospital San Francisco de Borja y el Hospital Manuel Arriarán. El primero comenzó a funcionar el año 1772, en Foto: CreationWithStyle — CC

O Governo do Pará anunciou, nesta terça-feira (7 de abril de 2026), durante as celebrações do Dia Mundial da Saúde, uma expansão significativa na rede de atendimento materno-infantil em diversas regiões do estado. Através de novos investimentos recordes e da entrega de unidades hospitalares estratégicas em Ananindeua e Marabá, a gestão estadual busca descentralizar os serviços de saúde de alta complexidade. A medida atende a uma diretriz prioritária do Sistema Único de Saúde (SUS) em âmbito nacional, que tem como foco a redução das taxas de mortalidade materno-infantil, um desafio histórico na região Norte do país. A iniciativa visa garantir assistência digna e especializada para gestantes e recém-nascidos, reduzindo a necessidade de longos deslocamentos para a capital paraense.

De acordo com informações da Agência Pará, o destaque mais recente dessa reestruturação é o Hospital Estadual Materno-Infantil de Ananindeua Anita Gerosa. Localizada na Região Metropolitana de Belém, a unidade conta com 62 leitos, incluindo Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para adultos e neonatais. Em apenas uma semana de funcionamento, o hospital já registrou mais de 100 atendimentos e oito partos, beneficiando uma população estimada em mais de dois milhões de habitantes.

Como a nova unidade em Ananindeua impacta a saúde regional?

A entrega do hospital Anita Gerosa representa um marco na saúde pública local, oferecendo atendimento especializado em média e alta complexidade. O titular da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), Ualame Machado, reforça que cada ampliação simboliza dignidade e qualidade de vida. Segundo o secretário, o objetivo principal é consolidar uma rede pública moderna e integrada, levando serviços a regiões que historicamente estiveram distantes de cuidados essenciais.

Pacientes como Vânia do Socorro de Paula, de 53 anos, testemunham a mudança. Ela acompanhou o parto da filha na nova estrutura e destacou a rapidez no atendimento:

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“É uma emoção muito grande voltar a esse hospital depois de 32 anos e encontrar as portas abertas, prontas para cuidar de tantas vidas. O que mais me marcou foi a rapidez e a organização: em menos de 30 minutos, toda a equipe já estava preparada para realizar o parto com segurança”, afirmou a moradora.

Quais são os avanços nos hospitais de Marabá e Barcarena?

No sudeste paraense, a primeira etapa do Hospital Regional Materno-Infantil Dr. Nagib Mutran, em Marabá, foi entregue no fim de março. Esta fase inicial disponibiliza o Serviço de Apoio Diagnóstico e Terapêutico (SADT) e o Complexo Ambulatorial, agilizando diagnósticos e o acompanhamento de crianças e gestantes. Em Barcarena, o Hospital Materno-Infantil Dra. Anna Turan segue como referência de alto risco para 11 municípios do Baixo Tocantins, ostentando o selo de Hospital Amigo da Criança.

Além das unidades já operacionais, o governo estadual mantém frentes de trabalho em outras regiões estratégicas:

  • Hospital Materno-Infantil de Santarém: localizado no oeste do estado, conta com 85% das obras concluídas e terá mais de 120 leitos.
  • Hospital Materno-Infantil de Breves: no Marajó, a construção registra 75% de execução em convênio com a prefeitura local.
  • Hospital da Mulher do Pará: em Belém, a unidade opera com 121 leitos e recebeu investimentos superiores a R$ 155 milhões.

Qual o volume total de investimentos na saúde do Pará?

Entre os anos de 2019 e 2025, o Governo do Pará registrou um incremento orçamentário de aproximadamente R$ 2,75 bilhões no setor de saúde, o que representa uma alta de 115%. Nesse período, foram entregues 44 hospitais, englobando unidades estaduais, municipais, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Unidades Básicas de Saúde (UBSs). O planejamento para 2026 já inclui novas estruturas em Cametá e a Policlínica do Baixo Amazonas.

A paciente Alice Trindade, atendida no Hospital da Mulher, ressalta a importância do atendimento humanizado após passar por um procedimento cirúrgico complexo:

“Fiz consultas, exames e a cirurgia, fui muito bem atendida e vivi uma experiência muito boa. Eu recomendo demais esse hospital. Para mim, aqui é um centro de referência”, declarou.

A descentralização permite que moradoras de cidades como Castanhal encontrem suporte especializado sem as dificuldades de longas esperas em filas gerais.

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