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Operação Indébito: Deputada Gorete Pereira é alvo de investigação do INSS

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Duas pessoas foram presas e a deputada Gorete Pereira, do MDB do Ceará, foi equipada com tornozeleira eletrônica como parte da Operação Indébito. Esta operação é um desdobramento da ‘Sem Desconto’, que investiga descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS. De acordo com informações da Agência Brasil, a operação ocorreu na terça-feira (17) e incluiu 19 mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão e outras medidas cautelares no Ceará e no Distrito Federal.

Qual o papel da deputada Gorete Pereira no esquema?

Os mandados foram autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele identificou uma organização criminosa bem estruturada, com divisão de tarefas, responsável por um prejuízo milionário. A deputada Gorete Pereira seria a articuladora política junto a órgãos públicos, contatando servidores do INSS, inclusive o ex-presidente Alessandro Stefanutto, afastado em abril passado no início das investigações. A parlamentar pagava propina para que o credenciamento das entidades associativas ligadas a ela fosse efetivado.

Como funcionava o esquema de fraudes?

Segundo André Mendonça, a deputada recebia em sua própria conta bancária dinheiro que as empresas de fachada administradas por ela e sua família obtinham dos descontos ilegais dos beneficiários do INSS. Com esses recursos, ela teria comprado um apartamento de R$ 4 milhões e um carro de R$ 400 mil. Os outros dois presos, Cecília Rodrigues Mota e Natjo de Lima Pinheiro, tinham papéis diversos no esquema. Cecília organizava e executava a inclusão indevida de aposentados em associações, utilizando dados pessoais sem consentimento e assinando termos de adesão fraudulentos.

Qual a resposta dos envolvidos?

Em novembro, Cecília esteve na CPI Mista do INSS, onde admitiu conhecer os citados e ser proprietária das empresas suspeitas, mas negou a origem ilícita dos recursos. Natjo de Lima Pinheiro cuidava da gestão das operações financeiras e do pagamento sistemático de propina. A defesa da deputada afirma que ela não praticou nenhum ato ilícito e que vai se manifestar após a análise detalhada do caso. Ainda não conseguimos contato com a defesa dos outros dois presos; o espaço continua aberto.

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“A defesa da deputada afirma que ela não praticou nenhum ato ilícito e que vai se manifestar depois da análise detalhada do caso.”



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