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OpenCare 5G realiza 910 exames de telediagnóstico em cidade do Piauí

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Detailed view of a medical ultrasound machine control panel with buttons and screen.
Detailed view of a medical ultrasound machine control panel with buttons and screen. Foto: MART PRODUCTION — Pexels License (livre para uso)

O projeto OpenCare 5G realizou 910 exames de telediagnóstico em Miguel Alves, no Piauí, em uma iniciativa voltada a testar o uso da conectividade móvel de quinta geração para ampliar o acesso à saúde em uma cidade de cerca de 30 mil habitantes, com 70% da população vivendo em área rural. O município fica no norte do estado, na região de influência de Teresina, e enfrenta desafios de acesso a serviços especializados comuns em áreas mais afastadas dos grandes centros. A ação envolveu CPQD, Samsung, Beneficência Portuguesa de São Paulo e Hospital das Clínicas, com exames feitos localmente e apoio remoto de especialistas em São Paulo. De acordo com informações do Mobile Time, a meta inicial era realizar 900 exames, número superado ao fim do piloto.

Segundo o relato, o 5G funcionou como a infraestrutura de transmissão dos dados entre Miguel Alves e os especialistas da Beneficência Portuguesa e do Hospital das Clínicas, permitindo o envio de imagens em tempo real. Na prática, o especialista acompanhava o exame à distância e orientava o profissional generalista que estava ao lado do paciente, para garantir a captação adequada das imagens e viabilizar o diagnóstico.

Como o projeto OpenCare 5G funcionou em Miguel Alves?

Coube ao CPQD montar a infraestrutura de rede 5G no município, enquanto a Samsung forneceu os equipamentos e custeou os médicos. Já o Hospital das Clínicas deslocou especialistas das áreas de ginecologia e cardiologia até a cidade piauiense para ministrar treinamentos de 48 horas a profissionais generalistas, com foco na obtenção de imagens de qualidade para os exames.

Após essa etapa de capacitação, o piloto passou a realizar tele-ecocardiografia de rastreio, tele-ultrassonografia fetal simples e morfológica, tele-ultrassonografia para rastreamento de endometriose e telecolposcopia, usada no rastreamento e diagnóstico de câncer de colo do útero.

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Quais exames foram realizados e quais resultados foram apresentados?

Ao todo, foram feitos 910 exames com apoio remoto de especialistas localizados a cerca de 2 mil quilômetros de distância. O projeto também registrou redução no tempo de espera para ecocardiograma, que caiu de 120 dias para 12 dias, segundo os dados apresentados.

A médica Monica Molina resumiu a avaliação dos pacientes durante a apresentação do projeto-piloto, realizada na terça-feira, 31 de março de 2026.

“Isso significa que todos os pacientes atendidos pelo projeto recomendam o atendimento pela telemedicina”

O texto também reúne indicadores preliminares relacionados ao deslocamento evitado por pacientes e à economia associada ao modelo. Entre os números apresentados, estão:

  • 178,42 mil quilômetros de deslocamento poupados;
  • 11,51 mil horas economizadas;
  • 4,99 galões de gasolina poupados;
  • economia equivalente a mais de R$ 74 mil;
  • 44,3 toneladas de CO2 que deixaram de ser emitidas.

Quando o piloto começou e como evoluiu ao longo do período?

De acordo com a publicação, o piloto começou em setembro de 2024, com uma etapa de diagnóstico situacional. A primeira tele-ecocardiografia ocorreu em 14 de maio de 2025. Já a primeira tele-USG morfológica foi realizada em 4 de julho de 2025, a primeira tele-USG para endometriose em 15 de agosto e a telecolposcopia em 12 de dezembro de 2025.

Na curva de aprendizado, os médicos começaram com janelas de uma hora por exame. Com a evolução do projeto, esse tempo caiu para 30 minutos nos exames de ultrassonografia obstétrica simples e ecocardiograma, e para 45 minutos nos exames considerados mais complexos, como ultrassonografia morfológica e de endometriose.

O que os responsáveis pelo projeto destacaram sobre a experiência?

Rafael Piveta, coordenador médico do serviço de ecocardiografia da Beneficência Portuguesa, destacou tanto o potencial do modelo quanto os desafios da capacitação em campo.

“A máquina era operada a quilômetros de distância, mas o projeto pode redefinir as formas de acesso à saúde. E, na prática, o que mais nos impactou foi o aspecto humano do projeto, conhecer Miguel Alves, as suas vulnerabilidades e entender o que é realmente falta de acesso ao exame e enxergar que era possível fazer a diferença”

“O desafio foi treinar em poucas horas não especialistas, não cardiologistas para a aquisição de boas imagens ecográficas. E deu certo. Fizemos um teste, um exame completo, e foi emocionante”

Os resultados divulgados se referem a um projeto-piloto de pesquisa voltado a avaliar a implementação do telediagnóstico com suporte do 5G em uma região com dificuldades de acesso a serviços especializados de saúde. O caso apresentado em Miguel Alves indica como a combinação entre conectividade, treinamento local e acompanhamento remoto foi usada para ampliar a oferta de exames no município.

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