
A cidade do Rio de Janeiro colocou em operação neste sábado, 4 de abril de 2026, a décima linha de transporte municipal rodando com a frota completamente renovada. A modernização ocorreu na linha 897, que realiza a ligação entre o Terminal Pingo D’Água e a região de Paciência, localizada na populosa Zona Oeste da capital fluminense. O movimento faz parte de uma reestruturação do sistema de mobilidade da segunda maior metrópole do país, cujo novo modelo de concessão tem sido acompanhado por outras capitais brasileiras que enfrentam desafios semelhantes no transporte público.
De acordo com informações do Diário do Transporte, a gestão municipal substituiu dez antigos micro-ônibus por veículos mais modernos, confortáveis e já padronizados com a nova identidade visual do sistema público.
Quais são os principais pontos atendidos pela nova frota da linha 897?
A Prefeitura do Rio de Janeiro informou que a rota beneficiada é estratégica para a mobilidade local, pois integra o Sistema RIO e atende a pontos de alta circulação de passageiros na Zona Oeste. O trajeto foi desenhado para facilitar o deslocamento diário e abrange locais cruciais da região.
Entre as principais paradas e pontos de interesse do percurso, os passageiros contam com acesso a:
- Estação BRT Santa Eugênia e Estação de Trem Paciência
- Estrada de Santa Eugênia
- Jardim Sete de Abril
- Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24h Paciência
- Cemitério Jardim da Saudade
- Vendas de Varanda
- Estrada da Pedra
- Terminal Pingo D’Água
Quais outras rotas já operam com veículos totalmente novos?
Com a inclusão da ligação Pingo D’Água x Paciência, o sistema municipal consolida dez rotas operando integralmente com coletivos recém-fabricados. O projeto de reestruturação tem focado em substituir equipamentos antigos para garantir a segurança e o conforto dos usuários.
Além da 897, o cronograma da prefeitura já substituiu a totalidade dos veículos nas seguintes linhas:
- 753 (Santa Cruz – Coelho Neto)
- 754 (Santa Cruz – Terminal Deodoro)
- 756 (Santa Cruz – Coelho Neto)
- 757 (Sepetiba – Coelho Neto)
- 870 (Sepetiba – Santa Cruz)
- 731 (Campo Grande – Marechal Hermes)
- 765 (Mendanha – Terminal Deodoro)
- 826 (Carobinha – Campo Grande)
- SN731 (Campo Grande – Marechal Hermes – Noturno)
Como funciona a reestruturação e a licitação do transporte?
As profundas modificações no transporte da capital fluminense tiveram início pela Zona Oeste, área onde o poder público identificou os maiores problemas de operação e escassez histórica de veículos. Para organizar a malha viária, a cidade foi dividida em 34 lotes, sendo 22 classificados como estruturais e 12 como locais.
O Grupo Comporte, um dos maiores conglomerados de transporte rodoviário e mobilidade urbana do Brasil, foi o vencedor de dois dos três lotes já licitados, assumindo a operação correspondente aos bairros de Campo Grande e Santa Cruz. Nessas áreas específicas, a frota atual de 104 veículos saltará para 316. O cronograma estipula que 169 coletivos entrarão em serviço em agosto de 2026, seguidos por outros 147 no mês de setembro. Um terceiro lote, hoje operado pela Sancetur (conhecida nacionalmente pela marca SOU), não recebeu propostas e passará por um relançamento do edital.
Quais são os próximos passos da expansão na capital fluminense?
No dia 1º de abril de 2026, a administração municipal abriu uma consulta pública para licitar mais quatro lotes. As mudanças oriundas desse novo processo têm previsão de início para dezembro de 2026, projetando a entrada de mais de 1.000 novos coletivos, o que representará um aumento de 63% na frota das regiões contempladas.
Essa ampliação expressiva será distribuída por diferentes polos: Santa Cruz passará de 109 para 187 veículos; Bangu subirá de 259 para 380; a área que engloba Vila Isabel e parte da Ilha do Governador saltará de 204 para 287; e o setor exclusivo da Ilha do Governador crescerá de 58 para 173 ônibus. Todo o processo de novas concessões ocorrerá de forma gradual até os anos de 2028 e 2029.
Em nota oficial, o poder público destacou os objetivos centrais dessa reformulação contratual e estrutural, focando no bem-estar do passageiro:
A iniciativa faz parte do avanço do Sistema RIO, o novo modelo de transporte por ônibus da cidade, que amplia o controle da Prefeitura, melhora a qualidade do serviço e garante mais conforto e segurança pra quem usa o sistema todos os dias.
Qual foi o impacto das renovações isoladas das empresas de ônibus?
Paralelamente ao sistema de novas concessões, movimentações do próprio mercado já haviam injetado equipamentos inéditos nas ruas cariocas. Em dezembro de 2025, após assumir as operações de companhias concorrentes, a paulista Sancetur colocou 100 coletivos recém-fabricados para rodar em 20 bairros da Zona Oeste.
Devido a essa ação corporativa anterior, nove serviços que percorrem áreas fundamentais como Sepetiba, Cosmos, Inhoaíba e Campo Grande já realizam suas viagens diárias com frotas com quilometragem zerada e totalmente adequadas ao novo padrão visual exigido pela prefeitura.
