A Comissão Permanente de Acessibilidade da Prefeitura de São Paulo avaliou, na sexta-feira, 27 de março de 2026, modelos de ônibus elétricos da Ankai apresentados na sede da SHC, revenda da JAC Motors que também representa a fabricante chinesa no Brasil. A visita ocorreu na capital paulista com o objetivo de conhecer a configuração dos veículos, analisar recursos de acessibilidade e reunir sugestões para eventuais aperfeiçoamentos nos modelos destinados ao sistema municipal gerenciado pela SPTrans. De acordo com informações do Diário Transporte, os veículos apresentados têm como principal característica o piso baixo integral, sem degraus em nenhuma das portas.
Segundo o relato publicado pela fonte, os ônibus são do tipo monobloco, configuração em que chassi, motores e carroceria formam um único conjunto. Esse formato permite piso inteiramente baixo de ponta a ponta, ponto destacado durante a apresentação à comissão. O encontro também teve a finalidade de colher impressões dos participantes sobre os veículos e seu potencial de contribuição para a acessibilidade no transporte coletivo da cidade. A avaliação em São Paulo também ocorre em um momento de expansão das discussões sobre eletromobilidade no transporte público brasileiro, já que a adoção de modelos elétricos e com piso baixo em grandes capitais costuma servir de referência para outras redes urbanas do país.
Quais características dos ônibus elétricos foram destacadas na avaliação?
Entre os aspectos apresentados, a Ankai informou que sua linha elétrica inclui modelos de seis metros, 8,7 metros, 10,5 metros e 12 metros, identificados respectivamente como OE-6, OE-8, OE-10 e OE-12/Padron. O texto original ressalta ainda que o modelo OE-10 permite configuração de midi com piso baixo, apontada como uma carência do mercado.
A reportagem também informa que a linha utiliza motores elétricos Dana, baterias de íon-lítio da CATL e autonomia entre 250 km e 350 km. Entre os itens de segurança e acessibilidade citados estão frenagem ABS e suspensão pneumática com sistema de ajoelhamento. A matéria compara esses veículos a modelos elétricos de outras fabricantes em circulação em São Paulo, observando que, por serem encarroçados sobre chassis, muitos ainda mantêm degraus na porta traseira. No mercado brasileiro, esse tipo de avaliação também é relevante porque acessibilidade e padronização técnica costumam pesar em futuras compras públicas e em processos de homologação municipal.
Qual é o papel da Comissão Permanente de Acessibilidade nesse processo?
De acordo com a publicação, a Comissão Permanente de Acessibilidade é um órgão vinculado à Prefeitura de São Paulo, com atuação consultiva e deliberativa em temas de acessibilidade e desenho universal. O colegiado reúne representantes de secretarias, órgãos públicos e sociedade civil, com a finalidade de contribuir para a eliminação de barreiras arquitetônicas e de comunicação em edificações, vias públicas, mobiliário urbano, transporte e comunicação na cidade.
No contexto da visita, a participação da comissão serviu para examinar de perto os veículos e contribuir com observações sobre a adequação dos ônibus às necessidades de circulação de pessoas com deficiência, idosos e demais usuários. A análise ocorreu antes de uma eventual incorporação dos modelos à frota municipal.
O que disseram os participantes sobre os veículos apresentados?
A presidente da CPA, Silvana Cambiaghi, afirmou que a proposta apresentada buscou discutir a integração dos veículos à frota da cidade. Em declaração reproduzida pela fonte, ela destacou os modelos micro, mini e midi com piso baixo e acesso por rampa.
“A proposta foi apresentada à Comissão Permanente de Acessibilidade da Prefeitura de São Paulo, com o objetivo de integrar esses veículos à frota da cidade, contribuindo para um transporte público mais acessível, inovador e ambientalmente responsável”
Também segundo o Diário Transporte, Vagner Rigon, diretor de Operações da Ankai Brasil, disse que a empresa apresentou os modelos à comissão e informou que já há pedidos acordados com operadores, aguardando liberação de recursos pela Prefeitura para produção e entrega. Ele associou o piso baixo à ampliação da acessibilidade e à melhora no embarque e desembarque dos passageiros.
“Tivemos a oportunidade de receber os membros da Comissão Permanente de Acessibilidade e apresentar os nossos ônibus micro, mini e midi, para atender à população de São Paulo. Nós já temos alguns pedidos acordados com os operadores e só estamos aguardando a liberação de recursos por parte da Prefeitura para iniciarmos o processo de produção e entrega.”
Com base no conteúdo publicado, os principais pontos observados na visita foram:
- apresentação de ônibus elétricos com piso baixo integral;
- avaliação de recursos de acessibilidade pelos membros da comissão;
- coleta de sugestões para aperfeiçoamentos nos veículos;
- possível uso dos modelos no sistema municipal gerenciado pela SPTrans.
A matéria original não informa decisão definitiva sobre incorporação imediata dos ônibus à frota, mas registra a visita técnica como etapa de avaliação e diálogo entre representantes da acessibilidade e a fabricante representada no Brasil.



