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O Último Azul: filme premiado em Berlim ganha exibição e debate no MIS

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O Museu da Imagem e do Som (MIS), instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo e um dos importantes polos culturais do país, realiza na próxima terça-feira, 7 de abril, às 19h, uma exibição gratuita do longa-metragem O Último Azul, dirigido pelo cineasta pernambucano Gabriel Mascaro. De acordo com informações do UOL Notícias, o evento integra o Ciclo de Cinema e Psicanálise, promovendo uma discussão sobre a obra após a sessão cinematográfica. A produção foi aclamada internacionalmente ao vencer o Urso de Prata de 2025, sendo este o segundo prêmio de maior prestígio concedido pelo Festival de Berlim e um marco recente para o audiovisual brasileiro no cenário global.

Como funcionará o debate após a sessão da obra?

Logo após a projeção da película, o público terá a oportunidade de acompanhar um debate aprofundado sobre os temas abordados na tela. A mesa de discussão contará com a presença da atriz Denise Weinberg, que dá vida à protagonista do enredo, e do psicanalista Márcio Roque. A mediação do encontro ficará sob a responsabilidade da também psicanalista Luciana Saddi. O projeto cultural é fruto de uma parceria contínua estabelecida entre a Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo e a instituição museológica paulista.

Qual é a trama principal apresentada na produção brasileira?

A narrativa de ficção propõe uma visão distópica do Brasil, onde o governo institui uma política de envio compulsório de cidadãos idosos para colônias remotas e isoladas. A justificativa oficial da gestão fictícia é liberar a população mais jovem para o mercado de trabalho, com o objetivo de elevar os índices de produtividade nacional. Nesse cenário opressivo, a protagonista Tereza, com 77 anos de idade, passa a ser perseguida por veículos conhecidos como cata-velhos. Tratam-se de gaiolas móveis encarregadas de capturar as pessoas que possuem mais de 75 anos.

Para evitar o exílio forçado, a personagem principal inicia uma longa jornada de fuga pelos rios da Bacia Amazônica. Durante este percurso, classificado pela crítica como um autêntico filme de estrada em versão aquática, Tereza vivencia um processo intenso de reinvenção pessoal. Em meio às águas, ela cruza o caminho de figuras errantes, destacando-se a presença de um barqueiro interpretado pelo ator brasileiro Rodrigo Santoro, o que contribui para ampliar as perspectivas e os sonhos da protagonista em meio à implacável perseguição estatal.

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Por que o longa contesta os estereótipos sobre a velhice?

Ao centralizar a história em uma mulher idosa em fuga, a produção cinematográfica desafia frontalmente a concepção tradicional de que a terceira idade representa apenas um período de declínio ou de encerramento da trajetória humana. O enredo utiliza a vastidão amazônica como cenário para ilustrar o vigor contínuo da mente frente às adversidades extremas impostas pelo sistema. A psicanalista responsável por mediar o debate, Luciana Saddi, analisa a profundidade psicológica que a direção construiu para a personagem, reforçando a importância de discutir o envelhecimento na sociedade contemporânea sob uma ótica inovadora e ativa.

“Ao contrário, a apresenta como um tempo vivo, atravessado por curiosidade, invenção e desejo. Em ‘Análise Terminável e Interminável’, Freud aponta que, até as últimas horas de vida, a pulsão exige trabalho psíquico”

Como garantir o ingresso para o evento presencial?

Os interessados em comparecer à exibição e ao debate presencial devem se organizar conforme as regras gerais de funcionamento do espaço cultural. Para garantir a participação no evento, é necessário observar atentamente os seguintes pontos logísticos detalhados na programação:

  • O encontro ocorrerá presencialmente no auditório principal do museu, situado na Avenida Europa, número 158, no bairro Jardim Europa, na zona oeste da capital paulista.
  • A distribuição das entradas será realizada de forma totalmente gratuita no próprio local de realização do evento cinematográfico.
  • O público deverá comparecer com antecedência e retirar os bilhetes de acesso diretamente na bilheteria da instituição estadual.
  • A liberação das cortesias começará exatamente uma hora antes do horário marcado para o início da projeção da obra na tela grande.

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