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Nasa divulga foto inédita da Bacia Oriental da Lua feita pela Artemis 2

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Foto em alta resolução da superfície lunar, exibindo crateras profundas e texturas rochosas acinzentadas da Bacia Oriental.
Foto: Beverly & Pack / flickr (by)

A Nasa divulgou neste domingo (5 de abril de 2026) uma imagem histórica capturada pela tripulação da missão espacial Artemis 2. A bordo da espaçonave Orion, os astronautas registraram, pela primeira vez a partir da observação visual humana direta, a totalidade da Bacia Oriental, uma das maiores estruturas de impacto da Lua. O registro foi possível graças à atual trajetória da nave, que orbita a milhares de quilômetros de distância do satélite natural terrestre.

De acordo com informações do Poder360 e da Agência Brasil, a imagem revela a grandiosa formação geológica perfeitamente visível na borda direita do disco lunar. A publicação da agência espacial norte-americana nas redes sociais destacou o caráter sem precedentes do evento visualizado durante o voo orbital.

História em construção. Nesta nova imagem da tripulação da Artemis 2, é possível ver a Bacia Oriental na borda direita do disco lunar. Esta missão marca a 1ª vez que toda a bacia é vista por olhos humanos.

O avanço representa um marco significativo para a exploração espacial contemporânea, que tem como objetivo restabelecer a presença humana na vizinhança lunar e avançar na compreensão da formação do nosso sistema planetário. O Brasil acompanha de perto esses desenvolvimentos científicos, uma vez que o país é signatário dos Acordos Artemis desde 2021 por meio da Agência Espacial Brasileira (AEB), participando das diretrizes para a exploração pacífica do espaço. O registro visual direto por uma tripulação adiciona uma nova dimensão de análise, atestando a eficiência dos pontos de observação da nova geração de veículos espaciais em rotas profundas.

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O que é a Bacia Oriental da Lua?

A Bacia Oriental é amplamente reconhecida pela comunidade astronômica como uma das estruturas de impacto mais imponentes e melhor preservadas de todo o sistema lunar. Formada há bilhões de anos após uma violenta colisão com um asteroide de grandes proporções, a área possui características geológicas únicas que funcionam como um mapa essencial do passado cósmico.

Entre os principais elementos estruturais que caracterizam esta formação geológica detalhada nas novas imagens, destacam-se:

  • Anéis concêntricos: Estruturas circulares massivas que se expandem a partir do ponto central do impacto original, solidificadas na crosta do satélite.
  • Localização estratégica: A bacia está situada exatamente na área de transição entre a face visível da Lua e o seu lado oculto em relação ao planeta Terra.
  • Preservação geológica: Diferente de outras crateras que sofreram alto grau de degradação ao longo do tempo, o local mantém seus traços de impacto originais preservados.

O estudo destas marcas é fundamental para os cientistas, pois a geometria dos anéis e as escavações do solo decorrentes do impacto revelam dados cruciais sobre a evolução estrutural da superfície do satélite natural.

Por que a formação nunca havia sido vista por completo?

O ineditismo absoluto do registro fotográfico deve-se primordialmente às limitações geométricas e aos planos de voo de missões espaciais tripuladas anteriores. Durante a execução do histórico programa Apollo, as espaçonaves adotavam trajetórias muito mais próximas da superfície da Lua e com ângulos de inclinação bastante distintos da atual missão.

Essas rotas orbitais do passado impossibilitavam que os astronautas tivessem um campo de visão panorâmico e amplo o suficiente para englobar toda a borda onde a Bacia Oriental está posicionada. O tamanho colossal da estrutura, somado à sua localização nas bordas da esfera lunar visível, exigia um distanciamento significativo no espaço para o enquadramento total.

Agora, com a espaçonave Orion estrategicamente posicionada a milhares de quilômetros de distância do corpo celeste, a atual tripulação da Artemis 2 obteve a perspectiva necessária. Essa distância de observação permitiu a captação de registros detalhados de toda a magnitude da bacia, fornecendo evidências inéditas a partir da ótica humana no espaço profundo.

Fontes consultadas

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