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Museu da Imagem e do Som em Copacabana abre com visitação restrita no Rio

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O Museu da Imagem e do Som em Copacabana, no Rio de Janeiro, inaugurou nesta quinta-feira, 9 de abril, sua primeira exposição temporária e iniciou uma abertura gradual após 16 anos de obras, paralisações, trocas de empreiteiras e instabilidade política no governo estadual. Neste primeiro momento, a visitação será restrita e agendada para estudantes de escolas públicas, alunos de arquitetura, história e museologia, além de representantes de associações de moradores e do setor hoteleiro. De acordo com informações da Folha de S.Paulo, o público geral poderá fazer agendamento a partir de 8 de maio, pela plataforma Sympla.

A mostra de abertura, intitulada Arquitetura em Cena: O MIS Copa Antes da Imagem e do Som, apresenta o percurso arquitetônico e conceitual que antecedeu a consolidação do museu. Segundo a reportagem, o edifício é o objeto central da exposição, antes mesmo da instalação de conteúdo audiovisual. A cerimônia de inauguração contou com a presença do governador em exercício Ricardo Couto e da secretária de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros.

Como será o acesso do público ao novo MIS?

Nesta etapa inicial, o funcionamento do museu ocorrerá com visitação restrita e mediante agendamento online. O atendimento foi direcionado a grupos específicos ligados à educação, à preservação cultural e à comunidade do entorno.

  • Estudantes de escolas públicas
  • Alunos de arquitetura, história e museologia
  • Representantes de associações de moradores
  • Representantes do setor hoteleiro
  • Público geral a partir de 8 de maio

Em todos os casos, as visitas ocorrerão por agendamento na plataforma Sympla. A abertura do espaço acontece depois de uma sequência de adiamentos. A inauguração oficial estava prevista inicialmente para 19 de março, foi remarcada para o dia 26 do mesmo mês e acabou adiada novamente. O museu também abriria as portas ao público em 28 de março, enquanto uma corrida de rua foi mantida no dia seguinte.

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Por que a abertura do museu foi adiada anteriormente?

Segundo a reportagem, os adiamentos coincidiram com a crise desencadeada pela decisão do TSE, o Tribunal Superior Eleitoral, que tornou o ex-governador Cláudio Castro inelegível. Procurado na ocasião, o governo estadual não se manifestou publicamente sobre os motivos do adiamento.

A Folha informou ainda que o novo MIS seria inaugurado mesmo com obras ainda em andamento. Um relatório feito após vistoria em 4 de março apontava falhas nas saídas de exaustores da cobertura do prédio, problemas na ventilação da cozinha e em uma luminária. A concessionária Light ainda não havia realizado todos os testes no edifício. Os elevadores seguiam em ajuste e, segundo a equipe que visitou o prédio, o equipamento parava com frequência. O vidro da fachada do lobby também estava quebrado.

Qual é o histórico das obras do MIS em Copacabana?

A construção do novo museu começou em 2009, no terreno da antiga boate Help, na avenida Atlântica, durante o governo Sérgio Cabral. A previsão inicial de entrega era 2012, mas o cronograma não foi cumprido. Depois disso, Luiz Fernando Pezão, Wilson Witzel e Cláudio Castro se sucederam no governo do Rio sem concluir a obra.

As obras ficaram paralisadas em 2016 e só foram retomadas em 2021. Naquele momento, parte da estrutura já apresentava deterioração, com peças tomadas por ferrugem. Em abril do ano passado, uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado havia apontado

erros grosseiros

na retomada das obras. No mês passado, porém, um novo relatório de auditoria acolheu a defesa da Secretaria de Infraestrutura e Obras de que os problemas encontrados não eram suficientes para serem classificados como dolosos ou como resultado de erros grosseiros.

Como será o prédio do novo museu?

O edifício do MIS em Copacabana tem oito andares e dois subsolos. No térreo, haverá lobby de exposições, loja e cafeteria, que, segundo a reportagem, o governo negocia ceder ao Senac. Os quatro andares superiores devem abrigar instalações sobre música popular brasileira, humor carioca e Carnaval, além de projeções de imagens antigas do Rio e uma área dedicada à memória de Carmen Miranda.

Um dos andares terá restaurante com vista para a praia, e o terraço contará com um cinema. Já os subsolos deverão ser ocupados por uma boate e um teatro. A abertura parcial agora marca o início da operação do equipamento cultural, ainda cercado pelo histórico de atrasos e pela expectativa em torno da liberação integral ao público.

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