O Ministério da Justiça e Segurança Pública promoveu um encontro em Brasília para discutir o fortalecimento do atendimento a mulheres e meninas migrantes, refugiadas e apátridas em todo o Brasil. O evento, realizado em 10 de março, reuniu representantes de 23 municípios, instituições públicas, organismos internacionais e organizações da sociedade civil. De acordo com informações do Ministério da Justiça, o fórum abordou a incorporação da perspectiva de gênero nas políticas e serviços públicos.
Qual foi o objetivo do encontro?
O evento, organizado pela Secretaria Nacional de Justiça (Senajus) e a Coordenação-Geral de Política Migratória (CGPMIG), em parceria com a ONU Mulheres, teve caráter educacional e de conscientização. A atividade visou qualificar profissionais que atendem diretamente essa população, além de fortalecer ações de prevenção à violência e garantir acesso a direitos. Ao todo, 117 pessoas participaram do encontro, que integrou as ações do Governo Federal relacionadas ao Dia Internacional da Mulher.
Quais desafios foram discutidos?
Durante o fórum, foram discutidos desafios e estratégias para ampliar a proteção e o acolhimento de mulheres migrantes e refugiadas, especialmente nas áreas de saúde, educação e assistência social. A migrante angolana Catarina Lucala Mananga João, que atua em São Paulo, destacou as dificuldades enfrentadas por mulheres para acessar oportunidades compatíveis com sua formação.
“Conheço engenheiras, médicas e enfermeiras migrantes que hoje trabalham com limpeza ou serviços gerais — não por escolha, mas por falta de acesso à informação sobre direitos e oportunidades”, relatou.
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Qual a importância de iniciativas como esta?
A coordenadora-geral de Política Migratória do MJSP, Sarah Fernanda Lemos Silva, afirmou que é essencial promover iniciativas para fortalecer políticas públicas voltadas a essa população.
“Espaços como este são fundamentais para fortalecer o diálogo entre municípios e ampliar a capacidade das políticas públicas de atender às necessidades específicas de mulheres migrantes, refugiadas e apátridas”, afirmou.
A especialista em Empoderamento Econômico das Mulheres da ONU Mulheres, Flávia de Moura Muniz, destacou a importância de capacitar quem atua diretamente nessa temática.
“É na execução da política, na entrega concreta ao território, que se garante o caminho para uma sociedade em que mulheres e homens tenham os mesmos direitos e oportunidades. Iniciativas como assim são essenciais, pois capacitam profissionais na ponta e transformam realidades”, concluiu.


