Em um esforço para aumentar a participação feminina em missões de paz da ONU, o Centro de Operações de Paz de Caráter Naval (COpPazNav) da Marinha do Brasil concluiu o 10° Curso de Operações de Paz para Mulheres. De acordo com informações do Ministério da Defesa, 59 mulheres, entre civis e militares, participaram da capacitação que se encerrou em 30 de junho.
Qual a importância da participação feminina nas missões de paz?
Silvia Rucks, representante do Secretário-Geral da ONU, destacou a importância da presença feminina nas missões de paz:
“A participação efetiva de mulheres nas missões de paz das Nações Unidas é essencial para a prevenção de conflitos e a consolidação da paz.”
O curso, ministrado em inglês, incluiu uma etapa à distância e outra presencial, com atividades práticas no Rio de Janeiro.
Como foi a experiência das participantes?
A ex-militar Ana Carolina Seabra compartilhou sua experiência:
“Eu participei do segundo contingente da Operação Acolhida em 2018… comecei a me inteirar sobre o que era exatamente uma missão de paz.”
As participantes realizaram exercícios práticos, como simulações de resgate e navegação terrestre, aprimorando suas habilidades em situações de estresse.
Quais são os desafios enfrentados pelas mulheres nessas missões?
Mariana Pedroza de Albuquerque, jornalista, relatou a pressão das atividades práticas:
“Teve a simulação de fazer um resgate em população ribeirinha… nós, mulheres, para entendermos como acontece na prática.”
Desde 2018, o COpPazNav já capacitou 361 mulheres para atuar em operações de manutenção da paz da ONU.
Como o Brasil se prepara para essas missões?
O Brasil possui dois centros de excelência para capacitação em operações de paz: o COpPazNav e o Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB). A Tenente-Coronel Luanda dos Santos Bastos ressaltou a importância de capacitar mulheres para essas missões:
“Ser instrutora do Centro me permitiu compartilhar lições aprendidas das minhas experiências no terreno.”
A participação feminina é vista como essencial para acessar informações sensíveis em áreas de conflito.


