Argentina, Uruguai e o sul do Brasil estão entre as regiões ameaçadas pela mudança climática, que pode tornar metade das pastagens do planeta inadequadas até 2100. De acordo com informações do Exame ESG, um estudo do Instituto Potsdam publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences mapeou o “espaço climático seguro” para a pecuária.
Quais são os impactos projetados?
O estudo estima que, se a trajetória atual de aquecimento global for mantida, entre 36% e 50% das áreas hoje aptas para a pecuária de pastoreio deixarão de sê-lo até 2100.
“Grande parte dessas mudanças será sentida em países que já enfrentam fome, instabilidade econômica e política e níveis mais elevados de desigualdade de gênero”, afirmou Chaohui Li, pesquisador e autor do estudo.
Como a América do Sul será afetada?
No Cone Sul, que inclui o sul do Brasil, Argentina e Uruguai, a pecuária extensiva é altamente dependente do clima. Os impactos incluem pressão sobre a disponibilidade de água, queda na produtividade das pastagens e estresse térmico sobre os rebanhos.
“O que observamos é que a mudança climática vai reduzir os espaços nos quais o pastoreio pode prosperar”, explicou Maximilian Kotz, coautor do estudo.
- Pressão sobre a água
- Queda na produtividade
- Estresse térmico
Quais são as soluções propostas?
Os autores do estudo destacam a redução das emissões de gases de efeito estufa como a principal ferramenta para evitar cenários extremos. Para a pecuária do Cone Sul, estratégias tradicionais de adaptação podem não ser suficientes, exigindo novas abordagens.


