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Mortalidade infantil: ONU revela que 4,9 milhões de crianças morreram em 2024

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ONU: 4,9 milhões de crianças até 5 anos morreram em 2024 no planeta

Um relatório da ONU divulgado na terça-feira (17 de março de 2026) revela um cenário preocupante: cerca de 4,9 milhões de crianças menores de cinco anos morreram em 2024 em todo o mundo. Embora o Brasil venha apresentando quedas históricas nesses índices, a nível global, de acordo com informações da Agência Brasil, a maioria dessas mortes poderia ter sido evitada com tratamento de baixo custo. O estudo foi realizado pelo Grupo Interagencial das Organizações das Nações Unidas (UN IGME).

Quase metade dessas mortes, cerca de 2,3 milhões, foram de recém-nascidos. As principais causas foram prematuridade (36%) e complicações durante o parto (21%). Infecções, como sepse neonatal, e anomalias congênitas também contribuíram para o número alarmante. O relatório, intitulado Níveis e Tendências da Mortalidade Infantil, é resultado de uma parceria entre o Banco Mundial, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais (Desa/ONU).

Onde se concentram as mortes infantis no mundo?

O relatório da ONU aponta que as mortes de crianças estão concentradas geograficamente. Em 2024, a África Subsaariana respondeu por 58% de todas as mortes de menores de cinco anos. As nove principais doenças infecciosas, incluindo pneumonia, malária, diarreia, sepse, meningite, tuberculose, sarampo, HIV/AIDS e tétano, causaram 54% dos óbitos nessa região. No Sul da Ásia, onde ocorreram 25% das mortes de menores de cinco anos, a mortalidade foi impulsionada por complicações no primeiro mês de vida, como parto prematuro, asfixia ou trauma no parto, anomalias congênitas e infecções neonatais.

“Essas condições amplamente evitáveis destacam a urgência de investir em cuidados pré‑natais de qualidade, profissionais de saúde qualificados, cuidados para recém‑nascidos pequenos e doentes e serviços essenciais de saúde neonatal”, aponta o relatório.

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Qual a situação nos países em conflito?

Países em situação de fragilidade e afetados por conflitos também apresentam números preocupantes. Crianças nascidas nessas áreas têm quase três vezes mais chances de morrer antes dos cinco anos do que aquelas em outros contextos. A ONU destaca a necessidade de atenção especial a esses locais.

Em contraste, regiões como Europa e América do Norte concentraram 9% das mortes infantis, enquanto Austrália e Nova Zelândia registraram apenas 6% do total. Essa disparidade reflete o acesso desigual a intervenções eficazes para salvar vidas.

O que mostra a análise da evolução da mortalidade infantil?

Embora as mortes de crianças menores de cinco anos tenham diminuído em mais da metade desde 2000, o relatório da ONU aponta uma desaceleração nesse ritmo a partir de 2015. A redução da mortalidade infantil diminuiu mais de 60% na última década.

  • Se as tendências atuais continuarem, estima-se que 27,3 milhões de crianças morrerão antes de completar cinco anos entre 2025 e 2030.
  • Quase 13 milhões dessas mortes ocorrerão no período neonatal.
  • As mortes se concentrarão nas mesmas regiões e países onde as crianças já enfrentam riscos elevados, como a África Subsaariana e o Sul da Ásia.

Qual o panorama da mortalidade infantil no Brasil?

O relatório da ONU destaca progressos no Brasil nas últimas décadas. De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), políticas adotadas no país têm diminuído as mortes preveníveis de crianças, seguindo a tendência global. O Brasil alcançou as menores taxas de mortalidade neonatal e abaixo dos cinco anos dos últimos 34 anos.

Em 1990, 25 crianças a cada mil morriam antes de completar 28 dias de vida. Em 2024, esse número caiu para sete a cada mil. A probabilidade de morrer antes dos cinco anos também diminuiu: de 63 a cada mil em 1990 para 14,2 em 2024.

Políticas públicas como o Programa Saúde da Família, o Programa de Agentes Comunitários de Saúde, a Política Nacional de Atenção Básica e a expansão da rede pública de saúde, estruturada e unificada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), contribuíram para esses resultados. Essas iniciativas promoveram a saúde de mães, bebês e crianças desde os anos 1990, com o apoio da sociedade brasileira e de organizações internacionais, como o Unicef.

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