O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, autorizou que os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) realizem uma visita hospitalar nesta terça-feira (17). A decisão beneficia os advogados Paulo da Cunha Bueno e Daniel Bettamio Tesser. De acordo com informações do Poder360, a autorização foi concedida um dia após a defesa de Bolsonaro solicitar a permissão para as visitas.
O último boletim médico do ex-presidente, divulgado na segunda-feira (16), indicou que Bolsonaro “apresentou melhora clínica e laboratorial nas últimas 24 horas, com recuperação da função renal e melhora parcial dos marcadores inflamatórios”. O documento também aponta que o quadro é resultado da “resposta favorável à antibioticoterapia instituída”.
Bolsonaro foi internado no Hospital DF Star, unidade particular de alto padrão na capital federal, após passar mal por volta das 2h de sexta-feira (13) no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha — local que possui instalações prisionais especiais para autoridades. Esta é a terceira pneumonia enfrentada pelo ex-presidente, sendo considerada pelos médicos como a mais severa até o momento.
Qual foi o primeiro atendimento a Bolsonaro?
Diante dos sintomas, uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que permanece de plantão no local, foi acionada para prestar o primeiro atendimento. O médico Brasil Caiado avaliou Bolsonaro posteriormente e já suspeitou de pneumonia.
O ex-presidente chegou ao Hospital DF Star por volta das 8h50. Policiais da escolta cobriram com um pano o momento da transferência da ambulância para a unidade de saúde.
Ele passou por uma série de exames, incluindo tomografia do tórax e dos seios da face, exames laboratoriais e um painel viral para descartar outras possíveis infecções. A tomografia indicou broncopneumonia bilateral, mais acentuada no pulmão esquerdo. O tratamento foi iniciado imediatamente com antibióticos administrados por via intravenosa. Dois medicamentos foram utilizados de forma preventiva e terapêutica.
Qual o histórico de saúde do ex-presidente?
Desde que foi esfaqueado por Adélio Bispo durante a campanha eleitoral de 2018, em Juiz de Fora (MG), Bolsonaro passou por 14 cirurgias. Dez do total estão diretamente relacionadas a sequelas provocadas pelo ferimento abdominal e por complicações decorrentes de procedimentos posteriores.
O ex-presidente sofre com soluço refratário, ou crônico, que pode causar refluxo com entrada de substâncias na via respiratória, como ocorreu na madrugada de sexta-feira (13). As três cirurgias mais recentes foram realizadas nos dias 25, 27 e 29 de dezembro de 2025.
No Natal, foi realizado o procedimento chamado herniorrafia inguinal bilateral, indicado para corrigir duas hérnias na região da virilha – uma do lado direito e outra do esquerdo.
A segunda e a terceira cirurgias foram realizadas para bloquear o nervo frênico, respectivamente o direito e o esquerdo, com o objetivo de reduzir os episódios de soluço.

