O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), realiza um monitoramento contínuo para proteger milhões de brasileiros contra desastres naturais. De acordo com informações do MCTI, o Cemaden monitora 1.133 municípios em todo o Brasil, focando na antecipação de tragédias.
Como funciona o monitoramento do Cemaden?
O monitoramento começa pela chuva, principal elemento deflagrador de desastres no Brasil. Meteorologistas acompanham imagens de satélite, radares meteorológicos e dados em tempo real de pluviômetros. Segundo Pedro Camarinha, diretor substituto do Cemaden, “os nossos especialistas trabalham ininterruptamente na sala de situação”. Além da chuva, o Cemaden monitora a umidade do solo, o nível dos rios e informações de campo enviadas por defesas civis.
Quais são os outros riscos monitorados?
Além das chuvas, o Cemaden também monitora secas e estiagens, que impactam reservatórios e a produção agrícola. “Não monitoramos apenas a chuva, mas o que ela se transforma ao tocar o solo”, afirma Camarinha. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apoia o Cemaden com a coleta e processamento de dados meteorológicos.
Qual é o papel da supercomputação no monitoramento?
O novo supercomputador do Inpe, parte do Projeto Risc, aumenta a capacidade de previsão climática. “Na prática, o supercomputador tem muito mais memória e permite incorporar um volume maior de dados observacionais”, explica José Aravéquia, coordenador-geral de Ciências da Terra do Inpe. Isso melhora a capacidade de identificar eventos extremos e reduz alarmes falsos.
“Hoje enfrentamos eventos que não aparecem no histórico climático”, destaca Aravéquia. “Para lidar com esse novo cenário, é essencial manter investimentos contínuos em supercomputação, satélites e redes de monitoramento.”
Fonte original: MCTI