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Missão Artemis II: Astronautas Contornam Lado Oculto da Lua em Manobra Histórica

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art002e008487 (April 4, 2026) - NASA astronaut and Artemis II mission specialist Christina Koch peers out of one of the Orion spacecraft's main cabin windows, looking back at Earth, as the crew travel Foto: NASA Johnson Space Center / NASA — Public domain

Nesta segunda-feira (6), a tripulação da Artemis II atinge o ápice de sua jornada espacial ao contornar o lado oculto da Lua. A bordo da espaçonave Orion, os quatro astronautas marcam o aguardado retorno das missões tripuladas ao entorno do nosso satélite natural, exatos 50 anos após o fim do icônico programa Apollo. O marco histórico consolida a presença humana na esfera de influência gravitacional lunar, estabelecendo novos limites para a exploração do espaço sideral e preparando o terreno para futuros pousos na superfície da Lua. O Brasil acompanha a missão como parceiro estratégico, sendo signatário dos Acordos Artemis desde 2021 por meio da Agência Espacial Brasileira (AEB).

De acordo com informações da Radioagência Nacional, a aproximação definitiva ocorre de forma escalonada ao longo do dia, culminando em momentos de total isolamento comunicacional e na quebra de recordes estabelecidos há mais de cinco décadas. A agência espacial norte-americana, Nasa, monitora cada segundo da trajetória, que é transmitida ao vivo pela internet para milhões de espectadores de todo o planeta.

Como foram os preparativos finais antes do contorno lunar?

Durante o domingo (5) que antecedeu a aproximação máxima, a equipe realizou verificações operacionais rigorosas a bordo da cápsula. Os tripulantes executaram testes de pressurização nos trajes espaciais, procedimentos essenciais para garantir a sobrevivência e a segurança no ambiente inóspito do vácuo espacial. As avaliações de rotina incluíram a checagem minuciosa de eventuais vazamentos e simulações complexas de entrada e acomodação nos assentos da nave.

Além dos testes estruturais, os quatro astronautas precisaram atestar o nível de mobilidade oferecido pelos trajes para a realização das tarefas mais simples do cotidiano orbital. Ainda no domingo (5), o centro de comando na Terra divulgou uma fotografia inédita registrada pela tripulação. A imagem impressionou a comunidade científica por capturar a curvatura da Lua com uma clareza compatível à visão a olho nu, evidenciando a proximidade iminente da espaçonave Orion em relação ao solo lunar antes do grande mergulho orbital.

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Quais são os recordes e os alvos de observação da missão?

Um dos momentos mais emblemáticos da jornada atual estava previsto para ocorrer pouco antes das 15 horas desta segunda-feira (6), de acordo com o fuso horário de Brasília. Neste instante exato, a tripulação da Orion deveria ultrapassar a impressionante marca histórica registrada pela missão Apollo 13 no ano de 1970. Com esse feito notável, os atuais viajantes estabelecem o novo recorde de maior distância já percorrida por um ser humano a partir do planeta Terra, superando os heróis do passado em sua odisseia.

A partir das 15h45, os instrumentos de ponta e as lentes de alta resolução da Orion se voltam exclusivamente para as observações detalhadas do lado não visível do satélite. O roteiro de captação de imagens em fotografia e vídeo inclui focos científicos bem específicos, com destaque absoluto para a bacia Orientale. Trata-se de uma cratera colossal, que ostenta mais de 960 quilômetros de diâmetro e que foi formada por um impacto de proporções gigantescas ocorrido há aproximadamente 3,8 bilhões de anos, guardando segredos valiosos sobre a formação do sistema solar.

Como funcionará a comunicação durante o bloqueio da Lua?

A dinâmica orbital impõe um enorme desafio técnico para os engenheiros do centro de controle da missão. Exatamente às 19h44, a equipe baseada no planeta Terra perderá totalmente o sinal de rádio e de telemetria com a nave Orion. Esse silêncio temporário ocorrerá porque a cápsula estará transitando fisicamente pela retaguarda do globo lunar, adentrando uma zona de sombra onde as ondas de transmissão eletromagnética são bloqueadas pela própria massa rochosa do corpo celeste. Este isolamento comunicacional absoluto deve durar pouco mais de meia hora.

Durante esse período crítico de bloqueio de sinal, mais especificamente por volta das 20 horas, ocorrerá o ponto de maior aproximação física de toda a missão espacial. A Orion e seus tripulantes ficarão a uma distância de apenas 6.550 quilômetros de altitude em relação à superfície lunar, navegando pela escuridão do lado oculto amparados exclusivamente por seus sofisticados e modernos sistemas de navegação autônoma.

Quando os astronautas iniciam o retorno para a Terra?

A apreensão natural na base de controle possui um cronograma exato para chegar ao fim. A retomada do sinal de telemetria e a reativação da comunicação de voz estão rigorosamente agendadas para as 20h25, momento exato em que a conexão de rádio com os astronautas será completamente restabelecida pelas redes de antenas globais da Nasa. Após a confirmação técnica do sucesso da manobra e da integridade física de toda a tripulação, o roteiro operacional avança para a sua fase final.

Na terça-feira (7), a espaçonave realizará os acionamentos de motor necessários para escapar definitivamente do formidável campo de gravidade da Lua. A partir dessa manobra de propulsão decisiva, a equipe de exploradores iniciará a longa e complexa viagem em direção ao planeta Terra, encerrando a etapa de voo mais crítica desta histórica expedição de reconhecimento que inaugura, em definitivo, uma nova e promissora era da exploração espacial humana.

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