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Missão Artemis 2: NASA lança foguete com tripulação para orbitar a Lua

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The iconic NASA Vehicle Assembly Building at Kennedy Space Center in bright daylight.
The iconic NASA Vehicle Assembly Building at Kennedy Space Center in bright daylight. Foto: Lando Dong — Pexels License (livre para uso)

Na noite desta quarta-feira (1º de abril), a Agência Espacial Norte-Americana (NASA) realizou com sucesso o lançamento do superfoguete Space Launch System (SLS). O imponente veículo carrega a cápsula Orion, transportando quatro astronautas em direção à órbita da Lua. A expedição, batizada de Artemis 2, tem uma duração prevista de dez dias e marca o histórico retorno de seres humanos à vizinhança lunar após mais de cinco décadas de intervalo. O Brasil faz parte deste esforço global de exploração como um dos países signatários dos Acordos Artemis, um tratado internacional de cooperação espacial pacífica.

De acordo com informações do Olhar Digital, esta é a primeira vez que uma tripulação viaja para a órbita da Lua desde o encerramento definitivo do programa Apollo, marcado pela missão Apollo 17, realizada no ano de 1972. A jornada busca proporcionar dados técnicos inéditos e preparar o terreno para futuras explorações interplanetárias.

Por que a missão Artemis 2 não fará um pouso na Lua?

A tripulação da Artemis 2 não tem como objetivo caminhar sobre o solo lunar. O grupo é formado pelos astronautas Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, representantes da NASA, além de Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense (CSA). A meta primária da equipe técnica é sobrevoar a Lua para testar minuciosamente os sistemas de suporte à vida e de navegação da espaçonave, estabelecendo a infraestrutura humana e tecnológica necessária para missões futuras que realizarão, de fato, a descida à superfície.

Os quatro exploradores viajam a bordo da cápsula Orion, firmemente posicionada no topo do superfoguete SLS, um sistema desenvolvido exclusivamente para o novo programa lunar. O veículo espacial possui cerca de 98 metros de altura, pesa impressionantes 2.870 toneladas quando está totalmente abastecido com combustível e tem a capacidade bruta de erguer quase 4.000 toneladas a partir da base terrestre. A versão atual do foguete, classificada operacionalmente como Block 1, consegue transportar mais de 27 toneladas diretamente em direção ao satélite natural.

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Como funciona o sistema de propulsão e a vida a bordo da espaçonave?

O monumental poder de elevação do SLS é garantido por quatro motores RS‑25 instalados no estágio central, que são auxiliados de forma contínua por dois grandes propulsores de combustível sólido. A força combinada de todo este aparato de engenharia faz com que a cápsula Orion alcance a marca de 39.418 km/h. Essa aceleração extrema é a velocidade exata necessária para que a nave consiga escapar da atração gravitacional da órbita terrestre e seguir uma trajetória balística precisa em direção à Lua.

Dentro da cápsula Orion, os astronautas dispõem de aproximadamente nove metros cúbicos de espaço habitável, um volume estritamente comparável ao compartimento de carga de um pequeno caminhão de mudanças. Devido ao ambiente altamente restrito, a agência espacial precisou elaborar um planejamento logístico minucioso para a disposição de assentos, trajes espaciais de sobrevivência e equipamentos de pesquisa científica. Aproximadamente oito minutos após a decolagem, a espaçonave atinge a órbita terrestre, iniciando uma programação ininterrupta de dez dias que engloba testes de sistemas, exercícios físicos preventivos, manobras de navegação complexas e observações astronômicas rigorosas sob monitoramento constante da equipe de solo.

Quais são os recordes históricos quebrados pela missão atual?

Além de representar a retomada oficial da exploração humana no espaço profundo, a atual operação espacial norte-americana está repleta de marcos sem precedentes. A expedição reescreve os anais da exploração espacial por meio de significativas conquistas técnicas e vitais marcos sociológicos de representatividade. Entre os principais destaques documentados da viagem orbital, figuram:

  • Primeira missão do século XXI: Trata-se oficialmente da primeira viagem tripulada a orbitar a Lua no atual século, superando o alcance de qualquer voo humano operado desde 1972.
  • Diversidade na tripulação: A equipe de voo conta com a primeira mulher e o primeiro homem negro a viajar além da órbita baixa da Terra. Somado a isso, representa a primeira formação de caráter internacional a atingir a órbita lunar, em contraste com a era Apollo, que era exclusivamente formada por cidadãos dos Estados Unidos.
  • Distância espacial recorde: A cápsula Orion alcançará um ápice de cerca de 410 mil quilômetros de distância da Terra, quebrando formalmente o recorde de 400.171 quilômetros que foi estabelecido pela histórica missão Apollo 13.
  • Velocidade de reentrada extrema: No momento de finalização e retorno seguro, a nave penetrará na atmosfera terrestre a mais de 40 mil km/h, configurando a maior velocidade de reentrada termodinâmica de uma espaçonave tripulada desde os tempos da era Apollo.

O êxito operacional desta etapa preparatória abre um caminho seguro para as próximas fases do ambicioso programa espacial. Segundo o cronograma de planejamento divulgado, a futura missão Artemis 3 será lançada inicialmente na órbita baixa da Terra com o propósito fundamental de testar operações logísticas integradas entre a cápsula Orion e os modernos módulos de pouso comerciais desenvolvidos por empresas da iniciativa privada, como a SpaceX e a Blue Origin. Esta próxima fase governamental, com previsão inicial de lançamento estipulada para o período que compreende os anos de 2027 e 2028, preparará o terreno definitivo para a subsequente missão Artemis 4 e o estabelecimento da exploração sustentável de longo prazo na superfície lunar.

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