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Missão Artemis 2 encerra o terceiro dia no espaço com manobra cancelada pela NASA

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A view of Earth taken by NASA astronaut and Artemis II Commander Reid Wiseman from of the Orion spacecraft's window after com
A view of Earth taken by NASA astronaut and Artemis II Commander Reid Wiseman from of the Orion spacecraft's window after completing the translunar injection burn on April 2, 2026. The image features Foto: Gregory Reid Wiseman/NASA — Public domain

A missão Artemis 2, operada pela agência espacial norte-americana NASA, concluiu em 3 de abril de 2026 o seu terceiro dia de viagem rumo à Lua de forma bem-sucedida, marcada por decisões estratégicas e testes operacionais. O Brasil acompanha os desdobramentos da missão como um dos países signatários dos Acordos Artemis, pacto internacional de cooperação que estabelece diretrizes para a exploração lunar pacífica. A jornada da espaçonave Orion segue seu cronograma regular após os controladores de voo em Houston, nos Estados Unidos, cancelarem uma queima de motores que estava prevista para a manhã do terceiro dia orbital, confirmando que a rota em direção ao satélite natural da Terra não necessitava de reparos imediatos.

De acordo com informações do Olhar Digital, o comandante da missão, o astronauta Jeremy Hansen da Agência Espacial Canadense, estava preparado para executar a primeira de três ignições menores de correção de trajetória de saída. O cancelamento foi ordenado pela equipe em solo porque a telemetria apontou extrema precisão na navegação atual da espaçonave. No entanto, o plano de voo mantém outras duas correções mapeadas para os próximos dias, com o intuito fundamental de otimizar a velocidade e o alinhamento do veículo espacial de forma progressiva.

Por que a NASA registrou uma falha no sistema da Orion?

Durante uma coletiva de atualização à imprensa, o gerente do programa da cápsula na agência americana, Howard Hu, detalhou um pequeno contratempo técnico que envolveu o módulo de serviço do equipamento espacial. Os engenheiros detectaram uma falha pontual no sistema de pressurização de hélio, que compõe diretamente o conjunto de propulsão da nave.

Apesar do registro do incidente, a agência governamental garantiu formalmente que a situação encontra-se sob total controle e não apresenta riscos estruturais ou humanos para a continuidade da viagem extraterrestre. Os sistemas operacionais e mecânicos de reserva foram acionados automaticamente pelo computador central da navegação, o que assegurou o andamento da exploração espacial.

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Como foi a rotina dos astronautas no terceiro dia?

Com a anulação do primeiro ajuste de rota pela equipe em Houston, a tripulação ganhou janelas de tempo adicionais para focar em tarefas primordiais dentro do ambiente de microgravidade. Os tripulantes Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen focaram na execução prática de procedimentos vitais, como a simulação completa de manobras de ressuscitação cardiopulmonar no espaço. Simultaneamente, Glover e o astronauta Reid Wiseman avaliaram a eficácia e a precisão das ferramentas biomédicas embarcadas no módulo habitável.

Para atestar o rigor científico dos aparatos médicos de monitoramento da saúde durante o voo prolongado, a equipe efetuou análises práticas em diversos instrumentos, incluindo:

  • Termômetro espacial calibrado;
  • Monitor digital de pressão arterial;
  • Estetoscópio adaptado para gravidade zero;
  • Otoscópio para avaliações clínicas auditivas.

Na segunda metade do período diário, Koch conduziu testes exaustivos na infraestrutura de comunicações em situações de emergência. A conexão simulada foi estabelecida com a Rede de Espaço Profundo, um grande complexo de antenas radiofônicas que viabiliza o rastreamento, a troca de pacotes de dados e o controle remoto absoluto em profundezas siderais. O exercício validou a capacidade dos tripulantes de solicitar suporte terrestre em um eventual colapso do sistema de transmissão primário.

Quais foram os marcos iniciais da missão espacial?

As atividades do fechamento do terceiro dia também possuíram alto teor preparatório e emocional. O grupo espacial obteve autorização para estabelecer comunicações reservadas com as respectivas famílias e cedeu entrevistas aos jornalistas, relatando as experiências visuais da órbita terrestre. Nas horas finais, o time de bordo repassou todas as normas e experimentos científicos que serão aplicados obrigatoriamente no sexto dia de missão, período em que a estrutura cruzará a vizinhança lunar.

O retrospecto operacional aponta que a decolagem inicial, em 1º de abril de 2026, ocorreu através do modelo pesado de lançamento SLS, situado no estado da Flórida. Na ocasião, a engenharia solucionou de última hora um alerta ligado ao sistema de autodestruição do foguete. Já em gravidade reduzida, os quatro painéis fotovoltaicos foram abertos para absorver até 11 quilowatts de energia solar limpa.

No segundo dia no espaço profundo, a cápsula acionou a injeção translunar de forma impecável, queimando os propulsores ininterruptamente por quase seis minutos para escapar da órbita gravitacional do nosso planeta azul. Esse dia ainda foi marcado por uma ação de engenharia sanitária emergencial efetuada por Koch e, já na terceira jornada, a espaçonave penetrou oficialmente a magnetocauda estrutural do campo magnético terrestre moldada pelos ventos solares.

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