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Missão Artemis 2: Astronauta fotografa rastro de foguete da Estação Espacial

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The iconic Vehicle Assembly Building at NASA's Kennedy Space Center, Florida.
The iconic Vehicle Assembly Building at NASA's Kennedy Space Center, Florida. Foto: Lando Dong — Pexels License (livre para uso)

O astronauta americano Cris Williams registrou, a partir da Estação Espacial Internacional (ISS), o rastro deixado na atmosfera pelo lançamento do foguete da missão Artemis 2. O evento espacial ocorreu na última quarta-feira (1º de abril de 2026), quando o sistema de propulsão partiu das instalações de Cabo Canaveral, localizadas nos Estados Unidos, enviando a moderna cápsula Orion e seus quatro tripulantes em uma jornada histórica com destino à Lua. O programa possui relevância direta para o Brasil, que em 2021 tornou-se signatário dos Acordos Artemis, inserindo o país na cooperação internacional para a exploração pacífica do espaço.

De acordo com informações da Folha de S.Paulo, a impressionante imagem captura os vestígios temporários que o gigantesco foguete SLS (Space Launch System) deixou no céu ao rasgar a atmosfera terrestre. A tripulação residente no laboratório orbital, que fica a cerca de 430 quilômetros de altitude em relação à superfície da Terra, fez questão de permanecer acordada para acompanhar o exato momento da decolagem do projeto lunar.

Como o astronauta conseguiu fotografar o rastro do foguete?

A bordo da instalação espacial desde o mês de dezembro de 2025, na sua primeira visita ao complexo orbital, Williams relatou que a equipe estava posicionada exatamente sobre o norte do oceano Pacífico no instante da decolagem. Por essa razão geográfica, o acompanhamento inicial do voo precisou ser feito por meio das telas de transmissão da televisão oficial da agência espacial americana.

No entanto, a velocidade da órbita terrestre logo os colocou em uma posição privilegiada. Cerca de meia hora após o lançamento da base na Flórida, a estação espacial passou a poucas centenas de quilômetros do local, permitindo a observação direta. O autor da imagem detalhou a visão:

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“Consegui avistar os vestígios do rastro que o foguete deixou ao atravessar a atmosfera. Dá para ver o efeito do vento em diferentes altitudes.”

A missão de pesquisa de Williams no espaço deve se estender até julho de 2026.

Qual é o principal objetivo da tripulação da Artemis 2?

A atual empreitada é considerada um marco fundamental na retomada da exploração espacial, configurando-se como a primeira missão tripulada a seguir além da órbita terrestre desde a icônica Apollo 17, concluída em dezembro de 1972. O interior da cápsula abriga os experientes norte-americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, que viajam ao lado do astronauta canadense Jeremy Hansen. O grupo, que até este domingo (5 de abril) já havia cumprido dois terços do trajeto, tem sobrevoo lunar programado para a segunda-feira (6 de abril).

Durante a passagem próxima ao satélite natural, o quarteto assumirá a responsabilidade de executar observações cruciais da crosta. Para isso, receberam intenso treinamento em geologia, capacitando-os a fotografar e descrever com precisão as feições geológicas do ambiente. O plano de trabalho da equipe engloba as seguintes tarefas:

  • Identificar e fotografar antigos fluxos de lava solidificada;
  • Descrever detalhadamente a formação de crateras de impacto;
  • Analisar um mesmo alvo sob diferentes condições de incidência solar.

Kelsey Young, que atua como líder da diretoria de missões científicas da instituição americana, explicou a importância dessa técnica de análise visual direta do terreno:

“Ao observarem os mesmos alvos mais de uma vez durante o sobrevoo, eles poderão fazer observações sobre o mesmo alvo em diferentes condições de iluminação que levariam dias, meses, semanas ou anos para algumas espaçonaves acumularem.”

Qual recorde histórico a nave espacial deve quebrar?

A arquitetura de voo desta nova geração de naves contrasta com as métricas do antigo programa Apollo, cujos módulos passavam a distâncias muito curtas do solo lunar, em torno de 112 quilômetros de aproximação máxima. A moderna cápsula Orion fará uma trajetória bem mais aberta, voando a cerca de 6.500 quilômetros da superfície em seu ponto mais próximo. Esta altitude estratégica permitirá aos observadores contemplar o disco lunar por inteiro, visualizando simultaneamente de um polo ao outro.

Além do rico acervo fotográfico e geológico que será gerado, a trajetória desenhada para o equipamento assegurará um novo recorde absoluto para a história humana. Caso o cronograma de voo se cumpra conforme o rigoroso planejamento técnico, os quatro tripulantes a bordo da Orion se tornarão os seres humanos a atingir a maior distância já registrada a partir do nosso planeta natal.

As estimativas dos controladores de voo apontam que a embarcação atingirá a incrível marca de 406 mil quilômetros de distância em relação à Terra. Este número expressivo supera em aproximadamente seis mil quilômetros o antigo recorde estabelecido de forma dramática pela missão Apollo 13, marca que permanecia imbatível desde o mês de abril de 1970.

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