
O Mirassol conquistou uma vitória importante por 1 a 0 sobre o Lanús na noite desta quarta-feira (8), em partida válida pela primeira rodada do Grupo G da Copa Libertadores 2026. Jogando no Estádio Municipal José Maria de Campos Maia, o Maião, no interior de São Paulo, a equipe paulista contou com um gol de cabeça do zagueiro João Victor, após assistência do lateral Reinaldo, para garantir os três pontos iniciais no torneio continental.
De acordo com informações do GE Futebol, o resultado encerrou uma sequência negativa de mais de dois meses sem vitórias da equipe comandada pelo técnico Rafael Guanaes. Além disso, o triunfo paulista quebrou uma invencibilidade de quase 18 meses do clube argentino contra times brasileiros. A última derrota do Lanús para uma equipe do Brasil havia ocorrido na semifinal da Copa Sul-Americana de 2024, contra o Cruzeiro. Desde então, os argentinos haviam superado Vasco, Fluminense, Atlético Mineiro e Flamengo.
Como foi o desempenho das equipes no primeiro tempo?
A etapa inicial no estádio Maião foi marcada por dificuldades na construção ofensiva. O time mandante apresentou erros na transição de jogadas e tomadas de decisão equivocadas, resultando em pouca criatividade no setor de ataque. A estratégia defensiva dos visitantes, orientada pelo treinador Maurício Pellegrino, focou em desacelerar o ritmo da partida e inibir o volume de jogo dos brasileiros, embora não tenha levado perigo direto ao goleiro Walter.
O lateral Reinaldo foi a principal peça ofensiva nos primeiros 45 minutos. Ele assustou o goleiro Losada em uma cobrança de falta de longa distância e, posteriormente, em um lançamento que encontrou o atacante André Luís nas costas da defesa adversária, mas a oportunidade acabou desperdiçada. A compactação do meio-campo argentino, com os volantes Medina e Cardozo, dificultou consideravelmente as ações de Eduardo e Aldo Filho.
O que mudou no segundo tempo para garantir o triunfo?
O cenário da partida começou a se transformar logo nos primeiros minutos da etapa final. Após uma cobrança de escanteio ensaiada, o volante Neto Moura chegou a marcar um gol, que acabou anulado pela arbitragem devido à saída da bola pela linha de fundo durante a trajetória da cobrança. Apesar da anulação, o lance aumentou a confiança do elenco brasileiro, que passou a apresentar maior volume ofensivo e controle territorial.
O gol da vitória ocorreu pouco antes dos 15 minutos do segundo tempo. Em nova jogada de bola parada, Reinaldo cobrou escanteio com precisão e encontrou João Victor no alto. O zagueiro venceu a disputa pelo espaço contra Izquierdoz e finalizou de cabeça para superar o goleiro Losada, abrindo o placar para os donos da casa. Após sofrer o gol, o Lanús adiantou suas linhas e assumiu a posse de bola, forçando modificações em ambas as equipes.
Quais fatores definiram a reta final da partida?
Com a vantagem no marcador, o time brasileiro recuou suas linhas e passou a explorar os espaços deixados pela equipe argentina, que se instalou no campo de ataque. Para segurar o resultado, o treinador Rafael Guanaes promoveu alterações estratégicas na equipe, incluindo as seguintes entradas:
- Gabriel Pires na vaga de Aldo Filho;
- Shaylon e Alesson nos lugares de Eduardo e Edson Carioca;
- Denilson e Nathan Fogaça para substituir Neto Moura e André Luís.
O Lanús, mesmo com a entrada do experiente atacante Walter Bou e do meio-campista Peña Biafore, demonstrou pouca criatividade para furar o bloqueio defensivo adversário. Os mandantes tiveram chances reais de ampliar o marcador em contragolpes rápidos, com finalizações de Alesson e Reinaldo, além de uma oportunidade clara desperdiçada por Nathan Fogaça cara a cara com o goleiro.
A situação dos visitantes se complicou de forma definitiva nos minutos finais, quando o lateral-direito Guidara foi expulso pelo árbitro após acertar o peito do atacante Negueba com a perna durante uma disputa de bola no meio-campo. Com um jogador a mais, a equipe paulista apenas administrou a posse de bola até o apito final, garantindo um início positivo em um grupo que promete grande exigência física devido aos futuros confrontos disputados na altitude.