O Conselho Curador do FGTS analisa nesta terça-feira, 24 de março de 2026, uma proposta do governo federal para ampliar os limites de renda das famílias atendidas pelo Minha Casa, Minha Vida e elevar os valores máximos dos imóveis financiados em faixas do programa. A medida está em discussão no colegiado responsável por definir diretrizes de aplicação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e, se aprovada, passará a atualizar os critérios de acesso e de financiamento da política habitacional.
De acordo com informações do G1 Economia, a proposta apresentada prevê mudanças nas faixas de renda hoje atendidas pelo programa. O texto também inclui reajustes nos valores máximos dos imóveis financiados nas faixas superiores, mas as alterações ainda dependem de aprovação do conselho para entrarem em vigor.
O que muda nas faixas de renda do Minha Casa, Minha Vida?
Pela proposta em análise, a Faixa um, atualmente destinada a famílias com renda de até R$ 2.850, passaria a contemplar renda de até R$ 3.200. Já a Faixa dois teria o teto elevado de R$ 4.700 para R$ 5.000.
Nas faixas mais altas, a Faixa três subiria de R$ 8.600 para R$ 9.600. A Faixa quatro, voltada à classe média, teria o limite ampliado de R$ 12 mil para R$ 13 mil. Essas atualizações, segundo o texto, fazem parte da proposta levada pelo governo federal ao conselho.
- Faixa um: de R$ 2.850 para R$ 3.200
- Faixa dois: de R$ 4.700 para R$ 5.000
- Faixa três: de R$ 8.600 para R$ 9.600
- Faixa quatro: de R$ 12 mil para R$ 13 mil
Quais valores de imóveis podem ser reajustados?
A proposta também prevê elevação dos tetos dos imóveis financiados nas faixas superiores do programa. No caso da Faixa três, o valor máximo passaria de R$ 350 mil para R$ 400 mil. Na Faixa quatro, o limite subiria de R$ 500 mil para R$ 600 mil.
Esses reajustes atingem justamente as categorias superiores do programa habitacional e alteram o patamar dos financiamentos possíveis dentro das regras do Minha Casa, Minha Vida. Mesmo assim, as mudanças ainda não são automáticas e dependem da deliberação do Conselho Curador do FGTS.
- Faixa três: de R$ 350 mil para R$ 400 mil
- Faixa quatro: de R$ 500 mil para R$ 600 mil
Por que a proposta está sendo discutida agora?
Relançado no atual governo, o Minha Casa, Minha Vida é uma das principais apostas da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na área habitacional. Criado em 2009, o programa busca ampliar o acesso à moradia para famílias de baixa e média renda.
Nesse contexto, a discussão sobre novas faixas de renda e novos tetos de financiamento ocorre como parte da atualização das regras do programa. O objetivo da proposta, conforme o texto original, é revisar os limites atualmente em vigor dentro da estrutura já existente do Minha Casa, Minha Vida.
O que mais está na pauta do conselho?
Além das mudanças no programa habitacional, o colegiado também deve deliberar sobre a retomada do FGTS-Saúde e a inclusão de novos mutuários no Programa de Infraestrutura de Transporte e da Mobilidade Urbana, o Pró-Transporte.
A reunião desta terça-feira, 24 de março de 2026, portanto, não trata apenas do Minha Casa, Minha Vida, embora esse seja um dos principais pontos da pauta. A eventual aprovação das novas regras para renda e financiamento dependerá da decisão final do Conselho Curador do FGTS.



