Minas Gerais deu início à aplicação da vacina contra a chikungunya, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica Valneva. De acordo com informações do G1, a vacinação começou em Sabará, na Grande Belo Horizonte, onde o publicitário Luiz Felipe Motta foi o primeiro a receber a dose.
Qual a importância da vacina contra chikungunya?
A vacina é destinada a adultos de 18 a 59 anos sem imunodeficiência. Este imunizante faz parte de um projeto piloto em dez cidades do Brasil, incluindo municípios do Ceará, Sergipe, interior de São Paulo e quatro cidades mineiras.
“É uma vacina aprovada que teve sua eficácia e sua segurança comprovadas em diversos estágios de desenvolvimento, e a gente está aqui agora gerando um dado complementar, que é a utilização em vida real”,
explica Fernanda Boulos, diretora médica do Instituto Butantan.
Quais são os desafios enfrentados pela chikungunya?
Em 2025, o Brasil registrou quase 130 mil casos prováveis de chikungunya e 121 mortes. Em 2026, já foram confirmados mais de 8 mil casos e uma morte. O infectologista Unaí Tupinambás destaca as complicações da doença:
“A pessoa pode ficar incapacitada, pode ficar na cama, cadeira de rodas, com dor crônica, levando à depressão. A vacina está chegando, felizmente está chegando. Mas enquanto ela não vem para todo mundo, nós sempre manter aquilo que eu sempre te falo: eliminar os criadouros do Aedes aegypti.”
Eliminar os criadouros do mosquito Aedes aegypti é crucial, pois ele é responsável pela transmissão de três doenças: chikungunya, dengue e zika.
Fonte original: G1


