Um estudo realizado pela consultoria Juniper Research revelou que até 2030, o tráfego global de mensagens por A2P (aplicativo para pessoa) e P2P (pessoa para pessoa) via aplicativos OTT (over-the-top) deverá crescer 109%, alcançando 216,6 trilhões de mensagens. De acordo com informações do Mobile Time, o mercado de mensageria está sendo dominado por esses aplicativos e redes sociais, com destaque para a China e a Índia, que juntas representam 35% da população mundial.
Por que o uso de OTTs está crescendo?
A consultoria estima que até 2028, 5,2 bilhões de pessoas estarão utilizando OTTs. Esse crescimento é impulsionado pelo aumento do acesso a smartphones, melhorias nas redes móveis e o alto engajamento da população jovem. Os aplicativos OTT oferecem recursos mais avançados do que SMS e MMS, o que explica a projeção de queda dessas ferramentas nos próximos anos, especialmente do SMS.
O SMS está realmente em declínio?
Apesar da redução no fluxo de mensagens, a pesquisa com 20 empresas de mensageria móvel indica que o SMS não está fadado ao desaparecimento.
“A função oferece alcance quase onipresente, já que quase todos os celulares comuns e smartphones podem enviar e receber mensagens através dela. Por esse motivo, o SMS continuará sendo o canal de mensagens padrão para uma variedade de casos de uso, incluindo comunicação urgente”, escreveu a Juniper.
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Enquanto isso, o MMS tende a ser substituído pelo RCS, que oferece mais funcionalidades, como maior limite de caracteres e inserção de conteúdos multimídia.
Como as empresas estão se adaptando a essas mudanças?
Muitas empresas estão investindo em canais OTT para se comunicar com seus clientes, aproveitando a segurança e confiança proporcionadas por selos de verificação. A Juniper destaca a importância de um atendimento omnichannel, especialmente fora das redes sociais, devido a questões como contas anônimas e restrições de idade. A consultoria também projeta um crescimento moderado de 13% no uso de e-mails até 2030, alertando para o risco de fraudes com o avanço da inteligência artificial.
Fonte original: Mobile Time