Memória RAM virtual no Windows 11 compensa? Testamos os números na prática - Brasileira.News
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Memória RAM virtual no Windows 11 compensa? Testamos os números na prática

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Top view of modern computer RAM sticks arranged on a wooden surface for technology enthusiasts.
Top view of modern computer RAM sticks arranged on a wooden surface for technology enthusiasts. Foto: Andrey Matveev — Pexels License (livre para uso)

Neste primeiro semestre de 2026, em um cenário de alta contínua nos preços de componentes de computador e sistemas inteiros, impulsionada pelo avanço da inteligência artificial generativa e pelo impacto do dólar nas importações de tecnologia no Brasil, usuários buscam alternativas para melhorar o desempenho das máquinas sem gastar muito. A utilização da memória virtual surge como uma solução nativa de gerenciamento de recursos no sistema operacional, permitindo utilizar uma parte específica da unidade de armazenamento como uma extensão temporária da capacidade física da máquina.

De acordo com informações do portal especializado ZDNET, a estratégia de software funciona de forma paliativa para orçamentos restritos na área de tecnologia. Fabricantes globais de computadores, como a Lenovo, explicam o funcionamento prático e abstrato dessa tecnologia de alocação de espaço em disco. Em documentação técnica oficial, a empresa destaca que o recurso “cria a ilusão de um espaço de memória contínuo e maior” para que o processador do computador tenha acesso a recursos complementares durante os picos intensos de uso.

Por que a memória RAM virtual não substitui os módulos físicos?

A memória virtual não alcança o mesmo desempenho técnico e a fluidez da memória física tradicional. Há uma troca direta de velocidade de processamento e de capacidade de resposta por recursos de armazenamento extra improvisados. A fabricante de componentes eletrônicos Corsair ressalta a diferença estrutural fundamental entre os dois formatos de hardware, lembrando que a memória primária é desenhada para altíssima velocidade. Segundo a empresa estadunidense, até mesmo os drives de estado sólido (SSDs) mais modernos e rápidos do mercado são “quase 10 vezes mais lentos que a RAM, e um disco rígido é centenas de vezes mais lento”.

Em um teste prático e documentado de hardware realizado com o sistema operacional Windows 11, os dados confirmam essa gigantesca disparidade nas taxas de leitura e de gravação de arquivos. A matemática para encontrar a largura de banda máxima teórica de um computador envolve multiplicar o valor das transferências por segundo pelo número total de bytes enviados. Uma máquina desktop equipada com 32 gigabytes de memória padrão DDR4 rodando a 2.400 MT/s (megatransferências por segundo) possui dois canais paralelos de 64 bits, totalizando oito bytes. Assim, as 2.400 transferências multiplicadas por oito resultam na alta marca de 19.200 MB/s de processamento ativo.

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Em comparação direta e simultânea, um SSD PCIe 4.0 NVMe de altíssimo desempenho, avaliado por meio do software CrystalDiskMark, registra velocidades máximas de leitura em torno de 6.700 MB/s e taxas de gravação na faixa de 6.200 MB/s. A velocidade máxima da unidade de armazenamento é significativamente inferior a um terço do que é alcançado e mantido pela memória física do sistema. Além das taxas nominais claramente inferiores, existe o sério e frequente risco do fenômeno estrutural conhecido como “thrashing”. Este gargalo ocorre quando o computador gasta mais tempo movendo e realocando blocos de dados pesados entre a memória e a unidade de armazenamento do que efetivamente executando comandos, resultando em travamentos crônicos e lentidão severa na interface gráfica do usuário.

Em quais situações o uso da memória virtual é recomendado?

Apesar das limitações técnicas evidentes nas taxas de transferência, o recurso nativo de software é genuinamente útil quando empregado com responsabilidade pelo usuário ou técnico de informática. A principal recomendação dos especialistas da área é aplicar a memória virtual com o único objetivo de impulsionar temporariamente e estabilizar o desempenho de computadores básicos e antigos. Notebooks portáteis de baixo custo não costumam possuir margem de sobra para operações multitarefas complexas, esgotando a capacidade física rapidamente ao abrir múltiplas abas de navegadores de internet ou aplicativos pesados de escritório. Nessas circunstâncias pontuais e emergenciais, a configuração interna previne o congelamento da tela, evita falhas repentinas e melhora expressivamente a estabilidade geral da navegação diária.

Um exemplo prático e comercial citado explicitamente no levantamento técnico é o notebook Acer Aspire Go 15, um equipamento corporativo de entrada popular no varejo brasileiro devido ao baixo custo. Com apenas oito gigabytes de memória soldada no moderno padrão LPDDR5, um valor numérico considerado bastante restrito para os pesados padrões de software de 2026, a ativação corretiva do recurso virtual é altamente e formalmente indicada. Essa configuração de retaguarda não transforma repentinamente o dispositivo de entrada em uma máquina premium de alto rendimento gráfico, mas permite que o usuário gerencie múltiplas tarefas cotidianas de forma muito mais fluida e sem enfrentar fechamentos abruptos das janelas ativas de trabalho.

Como configurar a memória virtual no sistema operacional da Microsoft?

Para habilitar a funcionalidade ou ajustar o tamanho fixo do arquivo de paginação oculto nos computadores modernos, o processo nativo exige acesso administrativo direto às propriedades avançadas e protegidas do sistema. É estritamente necessário seguir um roteiro específico dentro dos menus e painéis para definir os limites de segurança de megabytes de forma totalmente manual:

  • Acesse diretamente a barra de pesquisa inferior do sistema na barra de tarefas e digite “Exibir configurações avançadas do sistema”.
  • Na nova aba visual identificada como “Avançado”, clique de forma direta no botão “Configurações” localizado dentro da seção principal de “Desempenho”.

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