O Ministério da Educação (MEC) autorizou, na segunda-feira (16), a criação do curso de medicina no campus Rio Paranaíba da Universidade Federal de Viçosa (UFV), uma das mais tradicionais instituições de ensino superior de Minas Gerais. De acordo com informações da pasta, o ministro Camilo Santana também vistoriou as obras em andamento no campus principal, em Viçosa, que contam com investimentos de R$ 32 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), iniciativa de infraestrutura do governo federal.
Quais investimentos foram realizados na UFV?
Durante a visita, o ministro destacou a recomposição de cargos na universidade, após mais de uma década sem ampliações de pessoal. “Para cá, foram 15 professores, 82 técnicos e 43 cargos comissionados. Fazia 13 anos que não eram autorizados novos cargos, tinha cursos que tinha diretor e coordenador, mas não tinha cargos”, afirmou Santana.
Além da expansão do quadro de servidores, foram inaugurados o Data Center, o alojamento estudantil e o Departamento de Tecnologia de Alimentos (DTA) da instituição.
Qual a importância do novo curso de medicina?
O campus onde será ofertado o novo curso de medicina fica situado no Alto Paranaíba (MG) e contará com oferta anual de 28 vagas, com a previsão de que a primeira seleção de estudantes ocorra ainda em 2026. A interiorização de cursos de medicina nas universidades federais visa garantir a formação de médicos em regiões onde são mais necessários, contribuindo para a redução das assimetrias na distribuição de profissionais de saúde pelo país.
- Investimento de R$ 32 milhões no campus Viçosa;
- Autorização de 28 vagas anuais para o curso de medicina em Rio Paranaíba;
- Inauguração de novas infraestruturas na UFV.
Quais outras ações foram realizadas pelo MEC?
Além das ações na UFV, a comitiva do MEC visitou as obras do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (HU-UFJF), município que é o maior polo econômico da Zona da Mata Mineira. Na ocasião, o ministro participou de uma agenda com a prefeita da cidade, Margarida Salomão (PT), para debater ações de reconstrução na região, após os estragos causados por fortes chuvas.


