Marina Silva: Secas, guerras e epidemias impactam condições de trabalho - Brasileira.News

    Marina Silva: Secas, guerras e epidemias impactam condições de trabalho

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    Secas, guerras e epidemias mudarão condições de trabalho, diz Marina

    A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, alertou que secas, guerras e epidemias devem impactar significativamente as relações de trabalho nos próximos anos. A declaração foi feita durante a abertura do congresso “Diálogos internacionais: Relações de Trabalho na Sociedade Contemporânea”, realizado nesta 2ª feira (2.mar.2026).

    De acordo com informações do Poder360, a ministra defendeu que as mudanças climáticas e a geopolítica exercem influência direta nas relações trabalhistas, tanto no Brasil quanto no exterior.

    Marina Silva ressaltou que os impactos negativos não se restringem apenas ao setor agrícola, mas também afetam a indústria e outros sistemas produtivos. O evento foi promovido pela Enamat (Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho), pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho) e pelo CSJT (Conselho Superior da Justiça do Trabalho).

    Quais os impactos das secas no mercado de trabalho, segundo Marina Silva?

    A ministra enfatizou que as secas podem levar a grandes perdas na agricultura, afetando negativamente as atividades laborais e comerciais associadas a essa forma de produção.

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    “Se eu tenho uma grande seca, eu vou ter grandes perdas em termos agrícola. Se diminuir a produção agrícola, aqueles que têm suas atividades laborais, suas atividades comerciais associadas a essa forma de produção, vão ter prejuízo em relação ao seu trabalho”, declarou a ministra.

    Ela também mencionou que uma crise hídrica em um país dependente de hidroeletricidade, como o Brasil, pode afetar não apenas a agricultura, mas também a indústria e todos os sistemas produtivos.

    Como as guerras influenciam as relações de trabalho?

    Marina Silva destacou que os conflitos armados geram problemas de realocação para os imigrantes que deixam seus países, muitas vezes resultando em atividades cada vez mais precarizadas.

    “Isso [as guerras] tem prejuízos enormes do ponto de vista econômico, mas também porque a gente perde seres humanos que são seres humanos produtivos. Se a gente imaginar que países inteiros poderão desaparecer, que essas pessoas terão que ser realocadas, essas pessoas vão para as melhores oportunidades de trabalho? Não vão. Elas irão para atividades que, provavelmente, serão cada vez mais precarizadas”, declarou.

    Quem participou da abertura do congresso no TST?

    Além de Marina Silva, a abertura do congresso contou com a presença de diversas autoridades, incluindo:

    • Edson Fachin, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal)
    • Ministro Vieira de Mello Filho, presidente do TST e do CSJT
    • Maria Elizabeth Rocha, presidente do STM (Superior Tribunal Militar)
    • Ministro do TST e diretor da Enamat, Augusto César Leite

    O congresso “Diálogos internacionais: Relações de Trabalho na Sociedade Contemporânea” tem como objetivo reunir acadêmicos, pesquisadores e integrantes de tribunais do Trabalho do Brasil e do mundo para debater as relações de trabalho na atualidade. O evento se estende até 4ª feira (4.mar), com conferências e painéis de debate sobre temas como direito no trabalho, transformações tecnológicas, pejotização, inteligência artificial, plataformização, relações sindicais, governança e clima.

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