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Majid Khademi: chefe da Inteligência do Irã é morto em ataque de Israel

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O major-general Majid Khademi, chefe da Inteligência da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), foi assassinado na madrugada desta segunda-feira, 6 de abril de 2026, em um bombardeio. O ataque, que eliminou uma das figuras mais estratégicas do regime militar iraniano, foi confirmado tanto por autoridades de Teerã quanto pelo governo de Israel, marcando mais uma escalada no conflito que se arrasta desde o final de fevereiro. A morte do general, um veterano com cerca de 50 anos de atuação, ocorreu de forma simultânea à circulação de um rascunho para um acordo de cessar-fogo na região.

Como ocorreu o ataque e quem são os responsáveis?

De acordo com informações da CNN Brasil, a morte de Khademi foi reivindicada indiretamente e comemorada pelo ministro da Defesa de Israel, Israel Katz. O ministro israelense apontou que o comandante iraniano era um dos “diretamente responsáveis” pelas mortes de civis israelenses e figurava como uma das três pessoas mais importantes da Guarda Revolucionária Islâmica.

A resposta de Teerã foi imediata. Conforme reportado pela Jovem Pan e corroborado pelo G1, o regime iraniano acusa uma aliança entre Israel e os Estados Unidos pela execução do bombardeio. Em um comunicado oficial, a Guarda Revolucionária detalhou a perda de seu líder.

“O general Majid Khademi, o poderoso e formado dirigente da Organização de Inteligência do Corpo dos Guardiões da Revolução Islâmica, morreu como mártir no ataque terrorista criminoso do inimigo americano-sionista (…) hoje ao amanhecer”

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A corporação militar descreveu o major-general como um “comandante altamente estimado”, ressaltando que ele dedicou “quase meio século de serviço leal e corajoso à Revolução”. Majid Khademi havia assumido a liderança da Inteligência do país após a morte de seu antecessor, Mohammad Kazemi, que perdeu a vida em 2025.

Qual é o histórico recente do conflito entre Israel e as forças do Irã?

A eliminação do chefe de inteligência faz parte de uma sequência de operações de Israel. Desde a eclosão do conflito, no final de fevereiro, as forças israelenses alvejaram dezenas de altos funcionários da Guarda Revolucionária Islâmica. Os alvos primários dessas operações incluem também oficiais das forças armadas iranianas e membros do grupo paramilitar Basij.

Israel Katz reforçou a continuidade dessa política de eliminação de líderes militares adversários, deixando claro o objetivo do governo israelense para as próximas etapas do conflito.

“Os líderes do Irã vivem com a sensação de perseguição. Continuaremos a caçá-los um por um”

Além das baixas humanas, as ofensivas militares têm causado danos estruturais à economia iraniana. O ministro israelense confirmou que incursões recentes prejudicaram gravemente dois setores do Irã:

  • A infraestrutura siderúrgica;
  • A indústria petroquímica.

Segundo a pasta de Defesa de Israel, a promessa é de que “hoje, e todos os dias, haverá mais danos” à infraestrutura do regime do Irã.

Como a morte do líder afeta a busca por uma trégua?

O assassinato de Majid Khademi foi executado em um momento crítico da diplomacia no Oriente Médio. Pouco tempo antes do bombardeio, no fim da noite de domingo (5 de abril), representantes do Irã e dos Estados Unidos haviam recebido uma minuta de proposta de paz.

Este documento diplomático estabelecia duas metas centrais:

  • Um cessar-fogo com duração de 45 dias;
  • A reabertura do Estreito de Ormuz. Pelo canal passa cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo, e o aumento das tensões na área costuma elevar o preço global do barril, impactando diretamente o valor dos combustíveis no Brasil.

A proposta de pacificação partiu de uma equipe de mediadores formada por Egito, Paquistão e Turquia. A expectativa dos três países era que essa janela de 45 dias sem confrontos garantisse o tempo suficiente para que as negociações pudessem avançar em direção a um cessar-fogo permanente. O novo ataque que vitimou Khademi, no entanto, expõe as dificuldades de frear as hostilidades na região.

Fontes consultadas

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