Durante uma coletiva de imprensa na Índia, em 23 de fevereiro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância de mostrar ao mundo o momento que o Brasil vive. Ele ressaltou que, em pouco mais de três anos, o Brasil abriu mais de 520 novos mercados para seus produtos.
“É importante mostrar para o mundo o momento que vive o Brasil. Em apenas três anos e dois meses, nós fizemos mais de 520 novos mercados de produtos brasileiros. É mais do que tudo que a gente já tinha alcançado em muito tempo”,
disse Lula. De acordo com informações do Planalto, o presidente também destacou que o Brasil não tem preferência comercial, mas sim interesses, e busca parcerias de ganha-ganha.
Quais foram os resultados da visita à Índia?
Lula lembrou que, há 21 anos, o comércio exterior do Brasil era de 100 bilhões de dólares e que hoje esse valor chega a 649 bilhões de dólares. Ele expressou otimismo em relação ao aumento do fluxo comercial com a Índia, estabelecendo uma meta de 30 bilhões de dólares até 2030. Em 2025, o fluxo bilateral superou 15 bilhões de dólares, um crescimento de 25% em relação a 2024. A Índia é uma das maiores economias do mundo e integra o BRICS ao lado do Brasil, o que amplia o peso político e comercial da relação bilateral.
Quais acordos foram firmados?
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, destacou que foram assinados 11 acordos governamentais, abrangendo áreas como defesa, aviação, comércio, saúde e energia. Além disso, três instrumentos público-privados foram firmados entre universidades e fundações. O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, classificou a visita como a mais profícua, destacando a inauguração de um escritório da Apex em Nova Délhi e a introdução de produtos brasileiros em redes de supermercados indianas. A ApexBrasil é a agência responsável pela promoção de exportações e atração de investimentos no país.
Qual é a visão de Lula sobre o BRICS e a ONU?
Lula enfatizou a necessidade de reformulação da ONU para incluir mais países no Conselho de Segurança, como Brasil e Índia. Ele destacou o potencial do BRICS como um grupo forte, representando quase metade da humanidade, e sugeriu que, no futuro, o BRICS poderia se unir ao G20 para formar um G30.
“Eu estou convencido de que o BRICS é um jeito da gente ter o equilíbrio geopolítico no planeta Terra.”
