O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, em discurso na Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial em Nova Délhi, Índia, a construção de uma governança global da Inteligência Artificial (IA) que seja “multilateral, inclusiva e orientada ao desenvolvimento”. De acordo com informações do Telesíntese, Lula destacou a importância de uma ação coletiva para evitar que a tecnologia amplie desigualdades históricas.
Quais são os riscos da concentração de poder na IA?
Durante seu discurso, Lula alertou que “capacidades computacionais, infraestrutura e capital permanecem excessivamente concentrados em poucos países e empresas”. Ele destacou que “2 bilhões e 600 milhões de pessoas estão desconectadas do universo digital” e que, em 2030, ainda haverá 660 milhões de pessoas sem eletricidade. Segundo o presidente, “quando poucos controlam os algoritmos e as infraestruturas digitais, não estamos falando de inovação, mas de dominação”.
Como a IA impacta a democracia e os direitos humanos?
Lula também abordou os riscos associados ao uso da tecnologia, afirmando que “conteúdos falsos manipulados por inteligência artificial distorcem processos eleitorais e põem em risco a democracia”. Ele enfatizou que “os algoritmos não são apenas aplicações de códigos matemáticos que sustentam o mundo digital. São parte de uma complexa estrutura de poder”.
Qual é a posição do Brasil sobre a governança da IA?
O presidente mencionou que o Congresso brasileiro está discutindo uma política de atração de investimentos em centros de dados e um marco regulatório de Inteligência Artificial. Lula também destacou a participação do Brasil em iniciativas internacionais, como a declaração sobre IA aprovada na Cúpula dos BRICS e a cooperação com a China em uma organização internacional de IA.
“Colocar o ser humano no centro das nossas decisões é tarefa urgente”, concluiu Lula, ressaltando que o regime de governança dessas tecnologias definirá quem participa, quem é explorado e quem ficará à margem desse processo.
Fonte original: Telesíntese