
O presidente Lula confirmou nesta terça-feira, 31 de março de 2026, que Geraldo Alckmin, do PSB, será o candidato a vice-presidente na chapa que disputará a reeleição em 2026. A definição foi informada no contexto da saída de 15 ministros do governo federal, que deixam os cargos para concorrer nas eleições de outubro. As mudanças atingem diferentes áreas da Esplanada e passam a valer dentro do prazo legal para desincompatibilização. De acordo com informações do G1 Jornal Nacional, ministros de Estado têm até 4 de abril para deixar os cargos caso queiram disputar o pleito.
Além de confirmar Alckmin na vice, o governo divulgou substituições em ministérios estratégicos. Alckmin deixa o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, pasta responsável por políticas industriais, comércio exterior e apoio ao setor produtivo, e o substituto ainda não havia sido anunciado no material de origem. A movimentação integra a reorganização administrativa do governo diante do calendário eleitoral.
Quais ministros deixam o governo para disputar as eleições?
Entre os nomes citados, deixam seus postos Renan Filho, do MDB, no Ministério dos Transportes; Sílvio Costa Filho, do Republicanos, em Portos e Aeroportos; Simone Tebet, do PSB, no Planejamento e Orçamento; Marina Silva, da Rede, no Meio Ambiente; e Macaé Evaristo, do PT, em Direitos Humanos e Cidadania.
Também saem Paulo Teixeira, do PT, no Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar; Rui Costa, do PT, na Casa Civil; Camilo Santana, do PT, na Educação; André Fufuca, do Progressistas, no Esporte; Jader Filho, do MDB, nas Cidades; Anielle Franco, do PT, na Igualdade Racial; Sônia Guajajara, do PSOL, nos Povos Indígenas; André de Paula, do PSD, na Pesca e Aquicultura; Carlos Fávaro, do PSD, na Agricultura e Pecuária; e o próprio Geraldo Alckmin.
Quem assume os ministérios após as saídas?
Nos Transportes, assume o secretário-executivo George Santoro. Em Portos e Aeroportos, entra o secretário-executivo Tomé Barros Monteiro da Franca. No Planejamento e Orçamento, o posto passa para Bruno Moretti, secretário de análise governamental da Casa Civil. No Meio Ambiente, assume o secretário-executivo João Paulo Ribeiro Capobianco.
Em Direitos Humanos e Cidadania, entra a secretária-executiva Janine Mello dos Santos. No Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, assume a secretária-executiva Fernanda Machiaveli. Na Casa Civil, Miriam Belchior, atual secretária-executiva, ocupa a vaga de Rui Costa. Na Educação, o substituto é o secretário-executivo Leonardo Barchini.
No Esporte, assume Paulo Henrique Perna Cordeiro, secretário de Esporte Amador, Educação, Lazer e Inclusão Social. No Ministério das Cidades, entra o secretário-executivo Antônio Vladimir Lima. Na Igualdade Racial, a secretária-executiva Rachel Barros de Oliveira assume o comando. No Ministério dos Povos Indígenas, o secretário-executivo Eloy Terena passa a chefiar a pasta.
Na Pesca e Aquicultura, assume o secretário-executivo Rivetla Édipo Araújo Cruz. Já na Agricultura e Pecuária, André de Paula assume o ministério no lugar de Carlos Fávaro, conforme o texto original.
Qual é o prazo legal para a saída dos ministros?
O texto informa que ministros de Estado têm até 4 de abril de 2026 para deixar os cargos caso queiram concorrer às eleições. Esse prazo orienta a troca de comando nas pastas e explica a concentração de mudanças anunciadas pelo governo federal neste momento. No Brasil, a desincompatibilização é a exigência legal de afastamento de determinados cargos públicos antes da disputa eleitoral.
- Prazo para desincompatibilização: 4 de abril de 2026
- Total de ministros que deixam o governo: 15
- Alckmin deixa o ministério e é confirmado como vice na chapa de Lula
A confirmação de Alckmin na chapa e a substituição em 15 ministérios consolidam uma etapa de reorganização política e administrativa do governo antes da disputa eleitoral de 2026, segundo as informações publicadas pela fonte original.


