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Lula anuncia ampliação de áreas protegidas no Pantanal durante cúpula da ONU

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Presidente Lula discursa em evento da ONU sobre a preservação ambiental, com foco na proteção da fauna do Pantanal.
Foto: Autor / Flickr (CC BY)

O presidente Lula anunciou neste domingo, 22 de março de 2026, a ampliação das unidades de conservação do Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense e da Estação Ecológica de Taiamã, ambas em Mato Grosso, durante a abertura da COP15 sobre espécies migratórias, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. A medida acrescenta 104 mil hectares ao sistema federal de proteção do bioma e, segundo o governo, busca reforçar a conservação de uma das regiões mais biodiversas do planeta, além de ampliar a proteção de áreas úmidas ligadas à regulação hídrica e ao enfrentamento de secas e incêndios. De acordo com informações da Folha Ambiente, o anúncio foi feito na cerimônia de abertura do encontro da ONU.

A programação oficial para diplomatas começa nesta segunda-feira, 23 de março, e segue até o próximo domingo, 29. A ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Marina Silva, também discursou na abertura do evento. No pronunciamento, Lula associou o Pantanal à relevância ecológica continental e à circulação transfronteiriça de espécies.

“Estamos na porta de entrada do pantanal, maior planície alagável tropical do mundo. Esta região simboliza de forma singular a riqueza natural da América do Sul e a interdependência entre países cujas faunas e floras atravessam fronteiras”

O que muda nas áreas protegidas do Pantanal?

No Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense, localizado em Poconé, a ampliação será de cerca de 47,3 mil hectares. Isso representa um aumento aproximado de 35% em relação à área atual de 135 mil hectares. Segundo o decreto citado pela reportagem original, o investimento previsto para regularização fundiária é de R$ 66 milhões.

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Já a Estação Ecológica de Taiamã, na região de Cáceres, na divisa com Poconé, terá acréscimo de 56.959 hectares. A expansão é superior a 500% sobre a área original de 11.200 hectares. Com isso, a unidade passará a ter mais de 68 mil hectares. O investimento previsto é de R$ 80 milhões.

  • Ampliação total anunciada: 104 mil hectares
  • Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense: mais 47,3 mil hectares
  • Estação Ecológica de Taiamã: mais 56.959 hectares
  • Investimento para regularização fundiária: R$ 66 milhões e R$ 80 milhões

Qual o impacto da medida para a proteção do bioma?

Com a ampliação, o percentual do Pantanal protegido por unidades de conservação federais sobe de 4,5% para 5,2% do território, estimado em aproximadamente 15 milhões de hectares. O Pantanal se estende principalmente por Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e também alcança áreas da Bolívia e do Paraguai, o que reforça a relevância regional e transfronteiriça das medidas de conservação. A iniciativa ocorre após anos em que o bioma enfrentou queimadas de grande repercussão, especialmente em 2020 e 2024, quando imagens de animais carbonizados circularam amplamente.

Segundo a reportagem, a nova etapa deverá ser seguida por ações de consolidação das áreas. Esse processo inclui a compra de terrenos, em alguns casos já em negociação, além do fortalecimento da gestão das unidades, atualização dos planos de manejo e elaboração de instrumentos como planos de prevenção e combate ao fogo e de uso público.

Como o governo pretende implementar a expansão?

A iniciativa foi conduzida pelo ICMBio e pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas. O ICMBio é a autarquia federal responsável pela gestão das unidades de conservação federais no Brasil. De acordo com o texto original, ela resulta de mais de uma década de estudos técnicos, com apoio de organizações do terceiro setor. Ainda segundo a reportagem, entidades envolvidas afirmam que a parceria estruturou um modelo para dar mais celeridade à regularização fundiária, apontada historicamente como um dos principais entraves à consolidação das unidades de conservação.

No discurso, Lula também defendeu a orientação ambiental adotada por seu governo desde 2023.

“Desde 2023, escolhemos trilhar um novo caminho, guiados pela convicção de que conservar e produzir de forma sustentável não apenas é possível, mas é necessário. Reconstruímos o arcabouço institucional e as políticas ambientais que haviam sido desmontadas. Em pouco tempo, tivemos resultados significativos”

Houve outro anúncio ambiental além do Pantanal?

Sim. Lula também assinou o decreto de criação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Córregos dos Vales do Norte de Minas Gerais. A área abrange quase 41 mil hectares e contará com investimento de R$ 780 mil. Segundo a reportagem, a medida tem como objetivo proteger recursos hídricos e conter a pressão da cultura do eucalipto sobre atividades de comunidades tradicionais da região.

Os anúncios foram feitos no contexto da COP15 sobre conservação de espécies migratórias, sediada em Campo Grande. O foco principal do pacote apresentado pelo governo, porém, foi o avanço da proteção federal sobre áreas do Pantanal, um dos biomas mais sensíveis aos extremos climáticos e aos incêndios florestais.

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