A Blau Farmacêutica, indústria brasileira especializada em medicamentos de alta complexidade, reportou um lucro líquido de R$ 37 milhões no quarto trimestre de 2025, representando uma queda de 35% em relação ao mesmo período de 2024. A diminuição no lucro reflete o impacto de um atraso em uma licitação federal no segmento hospitalar. De acordo com informações do jornal Valor Econômico, essa licitação afetou significativamente a receita líquida da companhia, que caiu de R$ 456 milhões para R$ 389 milhões na comparação entre os quartos trimestres de 2024 e 2025.
Quais foram os detalhes do impacto financeiro?
O setor hospitalar da Blau, responsável por boa parte das receitas da empresa, registrou uma queda de 14% no faturamento, totalizando R$ 312 milhões no último trimestre de 2025. Já os segmentos de varejo e estética também retraíram, com uma diminuição de 3% nas receitas, atingindo R$ 77 milhões. Adicionalmente, a divisão de plasma sofreu um impacto ainda maior, não gerando faturamento algum no quarto trimestre de 2025, em comparação com os R$ 13 milhões do mesmo período no ano anterior.
Como a empresa está planejando reagir aos desafios?
Marcelo Hahn, diretor-presidente da Blau, destacou que resultados como esses são atípicos para a empresa e expressou otimismo sobre o futuro financeiro. “Quando olhamos o histórico, vemos que não é o normal esse tipo de resultado”, afirmou. A empresa está em negociações para um contrato de longo prazo com um novo comprador de plasma nos Estados Unidos, visando entregas mensais e regulares a partir de 2026.
Quais são as perspectivas para 2026?
A projeção para 2026 é otimista, com expectativa de retomada de crescimento sustentada pela ampliação da capacidade produtiva e aceleração de lançamentos de produtos. Segundo Hahn, a empresa está “muito focada em biotecnologia” com várias submissões de novos medicamentos junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão regulador do setor no Brasil.
- Investimentos orgânicos recordes em 2025: R$ 419 milhões
- Dividendo e juros sobre capital próprio recordes: R$ 182 milhões
- Desinvestimento na Prothya — empresa europeia produtora de hemoderivados —, resultando em melhora de caixa e redução de alavancagem
“O ingresso desse capital deu conforto para continuar com os investimentos”, afirmou Hahn.



