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Libertadores 2026: Conheça os quatro times que ameaçam a hegemonia do Brasil

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A fase de grupos da Copa Libertadores da América de 2026 tem início marcado para esta terça-feira (7 de abril), trazendo um questionamento central para o cenário continental: qual equipe estrangeira será capaz de quebrar a atual hegemonia dos clubes brasileiros no torneio? Desde a edição de 2019, o troféu não sai do Brasil, acumulando conquistas do Flamengo (três vezes), Palmeiras (duas), Fluminense e Botafogo (uma vez cada). O último campeão de fora do país foi o River Plate, da Argentina, ainda na temporada de 2018.

De acordo com informações do GE Futebol, a estreia brasileira na competição continental, organizada pela Conmebol, acontece com dois jogos fora de casa: o Fluminense enfrenta o La Guaira, enquanto o Cruzeiro encara o Barcelona de Guayaquil. Diante deste cenário de amplo favoritismo nacional, análises táticas e de desempenho recente apontam quatro equipes estrangeiras que se destacam como os principais e mais perigosos adversários na luta pela cobiçada taça sul-americana.

Por que o Barcelona de Guayaquil e o Lanús despontam como ameaças na competição?

O Barcelona de Guayaquil, primeiro adversário do Cruzeiro pelo Grupo D, demonstrou alta capacidade de enfrentamento nas fases preliminares do torneio. A equipe equatoriana provou sua força atuando como visitante ao eliminar o Argentino Juniors e o próprio Botafogo no estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro. Sob o comando do experiente técnico César Farías, ex-treinador da seleção da Bolívia, o clube vice-campeão em 1990 e 1998 aposta em nomes de peso. O grande destaque ofensivo da equipe até o momento é o atacante argentino Darío Benedetto, de 35 anos, que atua como o artilheiro do time nesta temporada. A chave do time equatoriano conta ainda com Boca Juniors e Universidad Católica.

O Lanús, por sua vez, chega com o status de atual campeão da Copa Sul-Americana, título conquistado sobre o Atlético Mineiro, e da Recopa, onde superou o Flamengo com duas vitórias em fevereiro. A equipe argentina, que integra o Grupo G ao lado de LDU, Always Ready e Mirassol, é comandada pelo técnico Maurício Pellegrino há cerca de um ano e busca o título inédito após o vice-campeonato de 2017. Fatores que credenciam o Lanús como um adversário perigoso incluem:

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  • A manutenção de um sistema tático bem definido e treinado sob o comando de Maurício Pellegrino.
  • O recente histórico de vitórias em decisões contra equipes brasileiras de alto investimento.
  • A resiliência do elenco, capaz de manter a produção mesmo após saídas importantes, como a transferência do atacante Rodrigo Castillo para o Fluminense.

A força do clube argentino é amplamente destacada pelos especialistas que acompanham o futebol no país vizinho. O repórter correspondente Raphael Sibilla pontua a solidez do trabalho desenvolvido pelo treinador na Argentina:

“É um time muito treinado pelo Pellegrino, mostrou suas credenciais contra o Flamengo e vai incomodar.”

Quais os pontos fortes de Peñarol e Boca Juniors para buscar a liderança continental?

O Peñarol, tradicional clube de Montevidéu e pentacampeão da Libertadores (com conquistas em 1960, 1961, 1966, 1982 e 1987), aposta no trabalho de longo prazo para superar a oscilação atual no campeonato uruguaio e incomodar os favoritos. O técnico Diego Aguirre comanda a equipe há mais de dois anos e meio, consolidando um padrão de jogo eficiente que tem gerado resultados expressivos nas copas. A equipe uruguaia será a principal rival do Corinthians no Grupo E, chave que também conta com Independiente Santa Fe e Platense.

A produção ofensiva do clube uruguaio passa fortemente pela dependência técnica das cobranças de bola parada executadas pelo meia Leo Fernández. No ataque, a responsabilidade de marcar gols divide-se entre Matías Arezo, ex-jogador do Grêmio e atual artilheiro do ano, e o veterano uruguaio Abel Hernández, centroavante de 35 anos que retornou ao clube nesta temporada para liderar o setor ofensivo.

Fechando a lista de principais candidatos, o Boca Juniors aposta no peso de sua tradição e no expressivo potencial de evolução técnica. Embora não apresente o futebol mais vistoso entre os concorrentes neste momento, o segundo maior vencedor do torneio, com seis títulos, possui um elenco extremamente qualificado sob o comando do técnico Claudio Ubeda. A tradicional equipe de Buenos Aires conta com a experiência e qualidade de Leandro Paredes e do atacante paraguaio Bareiro, ex-Fortaleza, que já soma quatro gols na temporada, além da presença de jovens promessas como Tomás Aranda, de apenas 18 anos. Notícias recentes ainda indicam a possibilidade da chegada de Paulo Dybala no meio do ano. Sobre a capacidade da equipe argentina, Raphael Sibilla ressalta o peso da camisa na competição:

“Acho que o Boca pode ser um dos grandes desafiantes do futebol brasileiro.”

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