Ricardo Lewandowski, ministro aposentado do Ministério da Justiça e Segurança Pública, destacou a necessidade de uma estratégia integrada para combater a criminalidade transnacional no Brasil. Em entrevista à TV Migalhas durante o II Congresso Ibero-brasileiro de Governança Global, Lewandowski afirmou que o crime deixou de ser local e passou a operar em escala interestadual e internacional. De acordo com informações do Migalhas, ele enfatizou a importância de abandonar o enfrentamento tradicional.
Como enfrentar o crime transnacional?
Lewandowski explicou que crimes que ultrapassam as fronteiras estaduais e nacionais exigem uma atuação diferente.
“É claro que existem os crimes pequenos, os crimes de menor potencial ofensivo e merecem um tratamento local. Mas aqueles crimes que transcendem as fronteiras estaduais e aqueles que transcendem as fronteiras nacionais precisam ter um outro enfoque, evidentemente.”
Ele defendeu a coordenação pela União e o fortalecimento da cooperação internacional.
Qual é a visão de Lewandowski sobre prevenção e repressão?
O ministro aposentado ressaltou que o combate à criminalidade não se limita à força física, mas requer políticas de prevenção.
“Nós precisamos de mais saúde, mais escola, mais educação, precisamos educar para a paz, precisamos tirar as crianças das ruas, os adolescentes para que não sejam recrutados pela criminalidade.”
Ele destacou a importância de uma “repressão inteligente” com uso de tecnologia.
Qual é o papel da sociedade na segurança pública?
Lewandowski citou o artigo 144 da Constituição Federal para afirmar que a segurança pública é uma responsabilidade compartilhada.
“A segurança pública é dever do Estado, é direito e responsabilidade de todos.”
Ele concluiu que o engajamento da sociedade é crucial para um país melhor.
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