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Lei 15.367 reestrutura carreiras do Executivo e cria mais de 24 mil cargos

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Servidores públicos federais de todo o país fazem ato em frente ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (Elza Fiúza
Servidores públicos federais de todo o país fazem ato em frente ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (Elza Fiúza/Agência Brasil) Foto: Agência Brasil/EBC — EBC/Agência Brasil — CC BY 3.0 BR

A Lei 15.367/2026, publicada nesta terça-feira, 31 de março, no Diário Oficial da União, reestrutura carreiras do Executivo federal, reorganiza mais de 200 mil servidores e cria mais de 24 mil cargos para professores e técnicos administrativos em educação. A medida foi divulgada em Brasília e, segundo o governo, consolida mais de 20 temas ligados à gestão de pessoas e às relações de trabalho no serviço público federal. De acordo com informações da Agência Brasil, o objetivo da norma é racionalizar estruturas administrativas e modernizar cargos existentes.

Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, esta é a maior reestruturação de carreiras do Executivo federal realizada em um único mandato. A pasta é responsável pela política de gestão de pessoas da administração pública federal. O ministério informou ainda que 1.392 cargos vagos foram transformados em 428 novos cargos efetivos, sem aumento de despesa. O impacto orçamentário estimado é de até R$ 5,3 bilhões em 2026, valor já previsto na Lei Orçamentária Anual deste ano e equivalente a cerca de 1,5% das despesas com pessoal previstas pelo Executivo federal.

O que muda com a Lei 15.367/2026 no Executivo federal?

A nova legislação reúne medidas de reorganização administrativa e de estruturação de carreiras. Entre os principais pontos informados estão a reestruturação de carreiras no Executivo federal, o impacto sobre 200 mil servidores, a criação de mais de 24 mil cargos, a implantação de uma carreira transversal e a transformação de cargos considerados obsoletos.

  • Reestruturação de carreiras no Executivo federal
  • Impacto sobre 200 mil servidores
  • Criação de mais de 24 mil cargos
  • Implantação da carreira de Analista Técnico do Poder Executivo
  • Reorganização e modernização de cargos existentes
  • Transformação de cargos considerados obsoletos

Uma das bases da lei, no âmbito do Ministério da Gestão e da Inovação, é a criação da carreira de analista técnico do Poder Executivo federal. De nível superior, essa função será destinada ao suporte técnico e administrativo às políticas públicas. A medida também reorganiza 66 cargos atualmente dispersos em diferentes planos e prevê a criação de 1,5 mil cargos de nível superior.

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Como a nova lei afeta a área da educação?

Na educação, a norma cria o Plano Especial de Cargos do Ministério da Educação. A proposta, segundo o texto divulgado, reorganiza a estrutura de cargos com funções mais alinhadas às políticas educacionais, com foco em maior racionalidade administrativa e sem ampliação de despesas.

A lei também autoriza a criação de 13.187 cargos de professores e 11.576 cargos de técnicos administrativos em educação, com ocupação gradual. De acordo com as informações publicadas, a medida busca fortalecer a rede federal de ensino, ampliar a oferta educacional e contribuir para a interiorização da educação profissional e tecnológica no país. A rede federal reúne institutos federais, centros federais de educação tecnológica e colégios vinculados a universidades, com presença em diferentes regiões do Brasil.

Qual é o impacto administrativo e orçamentário da medida?

O governo sustenta que a transformação de cargos vagos em novos cargos efetivos ocorreu sem aumento de despesa nessa etapa da reorganização. Ao mesmo tempo, o impacto orçamentário total estimado para 2026 chega a R$ 5,3 bilhões, conforme previsto na Lei Orçamentária Anual. O valor, segundo os dados informados, representa cerca de 1,5% das despesas com pessoal programadas para o Executivo federal.

Com a publicação da Lei 15.367/2026, o governo formaliza uma ampla revisão da estrutura de carreiras do serviço público federal, com foco em reorganização administrativa, atualização de cargos e reforço de áreas consideradas prioritárias, como a educação. A norma passa a consolidar, em um único instrumento legal, temas relacionados à gestão de pessoas e às relações de trabalho dentro da administração pública federal.

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