Mais de 150 organizações civis, ambientais, religiosas, de saúde e de trabalhadores divulgaram em 24 de março de 2026 uma carta aberta pedindo a saída de Lee Zeldin do cargo de administrador da EPA, a agência de proteção ambiental dos Estados Unidos. O documento foi assinado com participação da Union of Concerned Scientists e acusa a atual gestão de abandonar a missão da agência de proteger a saúde humana e o meio ambiente, por meio de cortes, desmonte de equipes e reversão de políticas ambientais.
Nos Estados Unidos, a EPA é o órgão federal responsável por regulamentação e fiscalização ambiental. Mudanças em sua atuação têm repercussão internacional e podem influenciar debates sobre clima, comércio e padrões regulatórios que também afetam o Brasil, especialmente em temas como emissões, energia e preservação ambiental.
De acordo com informações da CleanTechnica, os signatários afirmam que nenhum administrador da EPA, democrata ou republicano, teria traído de forma tão aberta a missão central do órgão. A carta foi endereçada ao governo Trump e sustenta que as medidas adotadas sob o comando de Zeldin causariam impactos duradouros sobre a saúde pública, a qualidade do ar e da água e as políticas de justiça ambiental.
O que diz a carta aberta contra Lee Zeldin?
O texto afirma que, em um ano de gestão, Zeldin desmontou proteções voltadas à segurança de crianças, famílias e do clima. Também diz que houve corte de verbas consideradas essenciais, redução de pessoal na agência e priorização de interesses de poluidores corporativos em detrimento da saúde pública.
Os autores da carta acusam a gestão da EPA de rejeitar dados científicos e de saúde, além de enfraquecer salvaguardas classificadas no documento como medidas de bom senso. Outro ponto destacado é a eliminação do Escritório de Justiça Ambiental e Direitos Civis Externos, apresentada pelos signatários como um retrocesso nas políticas de equidade ambiental.
“Já basta. O administrador Zeldin precisa sair.”
Quais impactos são apontados pelos signatários?
Segundo a carta, as diretrizes atribuídas a Zeldin poderão resultar em maior poluição do ar, maior exposição a substâncias tóxicas em residências, alimentos, produtos e água, além de mais emissões de dióxido de carbono e metano. O documento sustenta que essas mudanças podem agravar desastres climáticos e aprofundar desigualdades ambientais.
Como os Estados Unidos estão entre os principais emissores de gases de efeito estufa do mundo, alterações em sua política ambiental costumam repercutir nas negociações climáticas internacionais. Para o Brasil, esse cenário é relevante porque pode afetar o ambiente diplomático e econômico em discussões sobre metas de redução de emissões, financiamento climático e preservação de florestas.
Os signatários também afirmam que famílias em diferentes regiões do país, em áreas urbanas e rurais, já estariam enfrentando consequências dessas ações. Na avaliação do grupo, os danos atribuídos à atual gestão da EPA podem se estender por gerações.
- Pedido formal de remoção de Lee Zeldin do comando da EPA
- Críticas a cortes de verbas e redução de equipes
- Acusação de enfraquecimento de políticas de saúde pública
- Questionamentos sobre o fim de estruturas ligadas à justiça ambiental
Quem assinou o documento?
A carta reúne mais de 150 organizações. Entre elas estão Union of Concerned Scientists, Environmental Defense Fund, Natural Resources Defense Council, Sierra Club, Public Citizen, League of Conservation Voters e Service Employees International Union. O grupo reúne entidades de diferentes áreas, como meio ambiente, direitos civis, saúde, religião e trabalho.
Ao final, os signatários afirmam que a missão legal da EPA é proteger a saúde humana e o meio ambiente. Com base nisso, sustentam que Lee Zeldin teria abandonado esse dever ao corromper a função da agência e, por isso, defendem sua saída do cargo.
O texto apresenta resposta de Lee Zeldin ou da EPA?
O material reproduzido pela fonte se concentra na carta aberta e na lista de organizações signatárias. No conteúdo apresentado, não há manifestação de Lee Zeldin nem resposta oficial da EPA às acusações feitas no documento.
Assim, o episódio registra uma pressão pública organizada contra o atual comando da agência ambiental dos Estados Unidos, com base em críticas à condução de políticas regulatórias, científicas e de justiça ambiental. O texto original, porém, não informa qualquer decisão oficial do governo sobre o pedido de remoção.
