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Lee Zeldin, chefe da EPA, defende revogação de regras climáticas nos EUA

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O administrador da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA), Lee Zeldin, participou de uma conferência promovida pelo Heartland Institute em abril de 2026, onde celebrou a mudança de diretrizes climáticas do governo norte-americano. Durante o evento, o chefe da agência ambiental defendeu publicamente o abandono de modelos científicos tradicionais sobre o clima e confirmou o alinhamento de sua gestão com as promessas eleitorais do presidente Donald Trump.

De acordo com informações do CleanTechnica, a participação do administrador gerou debates intensos entre defensores do meio ambiente e o setor de combustíveis fósseis. O foco do encontro foi a reavaliação das políticas de emissão de gases de efeito estufa e a contestação dos impactos do aquecimento global causados pela atividade humana.

Quais foram as principais declarações do administrador da EPA?

Em seu discurso para o público do Heartland Institute, Lee Zeldin afirmou que a agência não dependerá mais do que classificou como premissas falhas. O administrador ironizou a cobertura da imprensa sobre sua gestão e declarou que não seguirá o posicionamento de figuras políticas ligadas à defesa climática, como John Kerry ou Al Gore.

Zeldin criticou as administrações anteriores por priorizarem os alertas de cientistas climáticos sobre os perigos das emissões de gases de efeito estufa. Ele argumentou que a gestão atual busca destacar os aspectos necessários do dióxido de carbono para a manutenção da vida no planeta. O chefe da EPA descreveu os gestores climáticos do passado como um grupo restrito que impunha metodologias sem permitir contestações da sociedade.

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“O que estamos fazendo nos últimos 14 meses não é surpresa. É o que prometi durante minha audiência de confirmação e é o que o público americano votou quando colocou Donald J. Trump de volta ao cargo”, afirmou Zeldin em seu discurso.

O que motivou a revogação da diretriz climática de 2011?

A principal medida da gestão de Lee Zeldin até o momento foi a decisão de revogar a determinação legal conhecida como “endangerment finding”. Esta norma servia como base para a maioria das regulamentações climáticas nos Estados Unidos desde o ano de 2011 e estabelecia formalmente que o excesso de dióxido de carbono na atmosfera representa um risco para o meio ambiente e para a saúde humana.

Os executivos do Heartland Institute celebraram a mudança governamental. Anthony Watts, membro sênior do instituto, declarou que o dióxido de carbono é essencial para a vida na Terra e resulta das atividades humanas e animais, defendendo que o gás não deveria ser classificado como poluente. O presidente da organização, James Taylor, afirmou que não existe uma crise climática e classificou Zeldin como o melhor administrador da história da agência governamental.

Como os defensores do meio ambiente avaliaram o posicionamento?

As declarações geraram forte reação de organizações civis de defesa ambiental. Joe Bonfiglio, diretor do Fundo de Defesa Ambiental nos Estados Unidos, criticou duramente a presença do chefe da EPA no evento de viés conservador. Segundo relatos transmitidos pela KARE News, o diretor classificou a participação governamental como um sinal claro de que a atual administração abandonou a obrigação de proteger a população contra a poluição.

Bonfiglio destacou que o discurso ocorreu em um momento de aumento nos custos de combustíveis fósseis e de eventos climáticos extremos. O diretor apontou os seguintes fatores recentes como cenários contraditórios à fala de Zeldin:

  • A ocorrência de uma redoma de calor massiva na região Sudoeste do país.
  • A quebra de recordes históricos de temperatura máxima em quatorze estados norte-americanos apenas no mês de março.
  • O aumento da frequência de tempestades severas, furações intensos e incêndios florestais pelo mundo.

Qual é a posição oficial da agência governamental diante das críticas?

A porta-voz da Agência de Proteção Ambiental, Carolyn Horan, rejeitou as críticas das organizações ambientais. Em comunicado oficial enviado à imprensa, ela afirmou que a agência deixou de ser um veículo para ideologias e retornou ao foco principal de cumprir suas obrigações estatutárias de proteção à saúde e ao meio ambiente de forma pragmática.

“Zeldin fala para uma ampla variedade de grupos e indivíduos ideologicamente diferentes para promover a agenda da EPA de Trump”, declarou Horan, acrescentando que a agência agora se baseia no que chamou de ciência de padrão ouro, em vez de modelos catastróficos.

O cenário político e ambiental se mistura ainda com movimentações corporativas no setor de energia. Um relatório recente publicado pelo veículo especializado HEATED revelou que executivos de grandes petroleiras norte-americanas faturaram cerca de US$ 1,4 bilhão com a venda de ações durante conflitos recentes envolvendo o Irã, evidenciando as complexas relações financeiras que permeiam o debate atual sobre a dependência norte-americana de combustíveis fósseis.

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