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Kim Jong-un é reeleito líder supremo da Coreia do Norte em 15º mandato

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Kim Jong-un foi proclamado reeleito líder supremo da Coreia do Norte em sessão da Assembleia Popular Suprema realizada em 22 de março de 2026, segundo a agência estatal KCNA, com divulgação na manhã desta segunda-feira, 23 de março de 2026, em Pyongyang. A recondução ocorre no momento em que crescem as aparições públicas de sua filha, apontada por analistas e pela reportagem como possível sucessora, enquanto o regime mantém sua estrutura política centralizada e sob contestação internacional.

De acordo com informações da Folha de S.Paulo/UOL Notícias, a KCNA informou que a Assembleia Popular Suprema da República Popular Democrática da Coreia reelegeu Kim como presidente de Assuntos de Estado na primeira sessão ligada ao seu 15º mandato. O líder norte-coreano está no comando do país desde 2011, quando assumiu após a morte do pai. Para o Brasil, a movimentação é acompanhada no contexto da segurança internacional, já que crises na península coreana costumam repercutir em fóruns multilaterais e no ambiente diplomático global.

Como a reeleição foi anunciada pelo regime norte-coreano?

A KCNA publicou a decisão em tom oficial e afirmou que a escolha refletiu, segundo a mídia estatal, a “vontade e o desejo unânimes de todo o povo coreano”. O texto também atribuiu a Kim elogios grandiosos, em linha com a comunicação política habitual do regime.

“A Assembleia Popular Suprema da RPDC [República Popular Democrática da Coreia] reelegeu o camarada Kim Jong Un como presidente de Assuntos de Estado da República Popular Democrática da Coreia na Primeira Sessão, a primeira atividade de assuntos de Estado de seu 15º mandato, em 22 de março de 2026.”

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A reportagem destaca que as eleições no país são amplamente vistas como planejadas e predeterminadas. Nesse contexto, a solenidade na Assembleia Popular Suprema, em Pyongyang, é descrita como um procedimento que dá aparência institucional ao processo político, sem indicar uma disputa aberta de poder.

Qual é o contexto político da permanência de Kim no poder?

Kim comanda a nação norte-coreana desde 2011 e representa a terceira geração da dinastia que governa o país fundado por Kim Il-sung em 1948. Imagens divulgadas pela KCNA mostraram o líder sendo aplaudido por parlamentares no prédio da Assembleia, diante das estátuas de seu pai e de seu avô.

Antes da escolha da liderança, foram definidos os 687 deputados da Casa. Segundo a mídia estatal norte-coreana, os cidadãos puderam aprovar ou rejeitar os candidatos indicados pelo Partido dos Trabalhadores. A KCNA informou os seguintes números do pleito:

  • 99,93% votaram nos candidatos
  • 0,07% votaram contra
  • 99,99% foi a taxa de comparecimento

A reportagem observa, porém, que o sistema político do país é marcado pelo controle do regime sobre o processo eleitoral e institucional. Por isso, os resultados oficiais são recebidos com ceticismo fora da Coreia do Norte.

Quais tensões externas cercam o novo mandato?

A recondução de Kim ocorre em um cenário de pressão internacional, especialmente dos Estados Unidos, em torno da desnuclearização norte-coreana. Segundo o texto original, esse tema já foi rejeitado pelo próprio líder, que considera a possibilidade fora de cogitação.

Ao mesmo tempo, a relação com a Coreia do Sul se deteriorou nos últimos anos. A reportagem lembra que, em janeiro de 2024, Kim passou a tratar o país vizinho como principal inimigo e como um Estado hostil, de acordo com a KCNA. Em Seul, as autoridades mantêm estado de alerta diante de exercícios militares e disparos de mísseis nas proximidades da península. O tema também interessa ao Brasil porque a escalada de tensão no Leste Asiático afeta cadeias globais de comércio e tecnologia, com reflexos sobre mercados acompanhados pela economia brasileira.

O texto também cita que o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, alertou para o risco de um conflito acidental entre os dois países a qualquer momento. Esse ambiente reforça a leitura de que a nova recondução de Kim ocorre sob elevada tensão regional.

Por que a filha de Kim voltou ao centro das atenções?

A cerimônia também acontece em meio a dúvidas sobre a sucessão no comando do regime. As atenções se voltam para a filha adolescente de Kim, conhecida como Kim Ju-ae, cuja presença em eventos públicos se intensificou em 2025.

Segundo a reportagem, a jovem, com cerca de 13 anos, participou de lançamentos de mísseis, paradas militares, eventos partidários, inspeções a fábricas e de uma visita oficial a Pequim em setembro de 2025, sua primeira aparição pública no exterior. Na semana anterior à reeleição, a KCNA divulgou fotos dela dirigindo um tanque de guerra ao lado do pai e de militares. A adolescente também já apareceu em imagens manuseando uma pistola.

Apesar da exposição crescente, o Estado norte-coreano não confirmou oficialmente seu nome nem sua idade. Ainda assim, a frequência dessas aparições alimenta especulações sobre o papel que ela poderá desempenhar no futuro da sucessão política no país.

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