O meia japonês Keisuke Honda, conhecido no Brasil por sua breve passagem pelo Botafogo, confirmou o seu retorno ao futebol profissional. Prestes a completar 40 anos no mês de junho, o atleta defenderá as cores do FC Jurong, equipe de Singapura, durante a temporada 2026/27, encerrando um hiato longe dos gramados que se mantinha desde 2024.
De acordo com informações do GE Futebol, o veterano vinha dedicando o seu tempo a projetos fora das quatro linhas, atuando de forma ativa como treinador e empresário esportivo, mas sempre deixou em aberto a possibilidade de calçar as chuteiras novamente de forma oficial.
Como foi a trajetória recente de Keisuke Honda antes do retorno?
A última vez que o experiente jogador japonês entrou em campo profissionalmente ocorreu no ano de 2024. Na ocasião, ele vestiu a camisa do Paro FC, do Butão. A sua participação na liga asiática foi pontual, porém decisiva, uma vez que ele disputou partidas importantes na reta final, marcou gols e auxiliou a modesta equipe na conquista do título nacional.
Durante o período longe da bola rolando, ele não abandonou o ambiente esportivo. O meio-campista conciliou a sua vasta experiência internacional com funções administrativas e técnicas. Entre as atividades de destaque no currículo, o ex-atleta do Milan assumiu o comando técnico da seleção nacional do Camboja, além de investir esforços em projetos empresariais próprios ligados ao desenvolvimento das categorias de base no continente asiático.
Quais foram os principais desafios do atleta no Botafogo?
A chegada do jogador ao futebol brasileiro aconteceu na temporada de 2020, gerando imensa expectativa entre os torcedores da equipe carioca. O clube enfrentava uma grave crise estrutural e esportiva, e a contratação do astro asiático com histórico de Copas do Mundo foi vista como uma esperança de recuperação técnica e de marketing.
Contudo, o rendimento dentro de campo não atingiu o patamar esperado pelos fãs e pela própria diretoria alvinegra. O atleta acumulou 27 partidas disputadas no Brasil e anotou apenas três gols na campanha. O clima de insatisfação culminou em discordâncias públicas com as decisões tomadas pela gestão esportiva da época, o que acelerou o fim de sua jornada no Rio de Janeiro.
Em sua justificativa de saída, o meia utilizou aspas diretas sobre o rompimento do contrato em suas redes. Ele pediu a rescisão com a diretoria carioca alegando que tomava a decisão
por motivos pessoais e profissionais
. O adeus precoce deixou uma impressão mista entre a base de torcedores e marcou uma passagem turbulenta.
Quais clubes internacionais compõem o currículo do meio-campista?
A longa jornada de Keisuke Honda no esporte mundial começou ainda nas categorias de formação do seu país natal e já percorreu 12 agremiações profissionais diferentes. A lista de clubes inclui passagens de enorme sucesso e outras mais irregulares ao redor do globo. Entre os principais destinos da sua carreira, destacam-se:
- CSKA Moscou, na Rússia, onde viveu sua melhor fase no concorrido cenário europeu;
- Milan, da Itália, clube pelo qual assumiu a mítica camisa 10 na liga italiana;
- Pachuca, do México, consolidando uma passagem emblemática na América do Norte;
- Portimonense, de Portugal, onde assinou contrato, mas não entrou em campo por questões burocráticas;
- Neftchi Baku, do Azerbaijão, atuando por poucos meses no leste europeu;
- Suduva, equipe tradicional que disputa o principal torneio de futebol da Lituânia.
Agora, com o anúncio de sua ida ao Sudeste Asiático, o jogador adiciona Singapura à sua extensa lista de nações onde jogou. O contrato com o FC Jurong representa o retorno definitivo ao esporte de alto rendimento e reforça a longevidade de um dos nomes mais icônicos do futebol oriental deste século.