Um juiz federal decidiu na sexta-feira que a United Parcel Service (UPS) pode prosseguir com seu programa de indenização de R$ 150 mil para motoristas de entrega de encomendas. A decisão veio após o pedido do sindicato Teamsters para proibir o programa ser rejeitado, com o juiz afirmando que as alegações de dano do sindicato eram infundadas, pois a arbitragem pode resolver quaisquer problemas. De acordo com informações do FreightWaves, os trabalhadores estarão sujeitos a demissões involuntárias caso alguns não optem por deixar a empresa voluntariamente.
Qual é o impacto da decisão para os motoristas da UPS?
A decisão judicial significa que a UPS provavelmente começará a informar os funcionários sobre o programa de separação voluntária na próxima semana. A empresa está reestruturando sua rede de entregas e afirma precisar de menos motoristas devido à redução dos volumes de entrega. Durante uma audiência, um advogado dos Teamsters mencionou que o sindicato espera que 10 mil motoristas aceitem a oferta da UPS.
Por que o sindicato Teamsters se opôs ao programa?
O sindicato Teamsters argumentou que o programa de separação voluntária planejado pela UPS viola o acordo mestre nacional, pois não foi negociado com o sindicato e reverte compromissos de contratação. Além disso, o sindicato reclamou que qualquer solução potencial ordenada por um árbitro não se aplicará aos trabalhadores que aceitaram o pagamento único e se demitiram. Sob o pacote de separação, os motoristas concordam em não buscar emprego novamente com a UPS.
Quais são os detalhes do programa de indenização da UPS?
A UPS planeja estender seu programa Driver Choice a 105 mil motoristas, independentemente da antiguidade, oferecendo um pagamento único de R$ 150 mil mais benefícios já adquiridos em troca da demissão. Os motoristas que aceitarem a oferta devem se comprometer a nunca mais trabalhar para a UPS e a renunciar aos seus direitos de representação sindical caso surjam queixas sobre a execução do acordo.
Fonte original: FreightWaves.


