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JUBs Futebol 2026 tem campo exclusivo para o futebol feminino em Aracaju

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A thrilling moment during a soccer match in Aracaju, Brazil with a goalkeeper missing a challenging save.
A thrilling moment during a soccer match in Aracaju, Brazil with a goalkeeper missing a challenging save. Foto: Lucas Andrade — Pexels License (livre para uso)

A cidade de Aracaju, capital de Sergipe, sedia em abril de 2026 os Jogos Universitários Brasileiros (JUBs) de Futebol com uma novidade histórica: a utilização da Arena Delas, um campo destinado exclusivamente para o futebol feminino. O espaço esportivo, localizado nas dependências do Parque da Sementeira — um dos mais importantes complexos de lazer e meio ambiente do município — e administrado pela Prefeitura de Aracaju, recebe os jogos das atletas universitárias durante o torneio. De acordo com informações da Agência Brasil, a existência dessa estrutura diferenciada foi o principal fator para que a Confederação Brasileira de Desporto Universitário (CBDU) escolhesse o estado como sede da competição esportiva.

O evento marca o retorno da capital sergipana ao circuito de sedes do torneio após um hiato de 16 anos. A disponibilidade de múltiplos campos e, em especial, de um gramado voltado apenas para as mulheres permitiu à organização otimizar a tabela de jogos e garantir um maior destaque para a modalidade. O diretor de Marketing e Comunicação da CBDU, Paulo Souza, destacou que a infraestrutura local proporcionou um ambiente ideal para o fomento do esporte universitário entre as mulheres.

“Foi um diferencial na escolha de Aracaju como sede. A estrutura dedicada ao futebol feminino, juntamente com a disponibilidade de mais campos, permitiu a otimização dos horários e a ampliação da visibilidade do esporte. Tudo isso foi um fator decisivo na candidatura da cidade, que volta a sediar este evento após 16 anos”, afirmou Souza.

Como funciona a política de equidade nos Jogos Universitários Brasileiros?

Atualmente, a competição conta com 1,5 mil atletas universitários inscritos, dos quais 643 são mulheres. Para tentar equilibrar essa balança e alcançar a paridade de gênero no futuro, a entidade organizadora implementou diretrizes específicas. Uma das medidas rigorosas estabelecidas obriga as instituições de ensino a cumprirem contrapartidas financeiras e logísticas para o fortalecimento do esporte.

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A política de incentivo à participação feminina funciona através das seguintes premissas e exigências operacionais da confederação:

  • As universidades recebem incentivos de participação direta para a inscrição de times formados unicamente por mulheres.
  • O custeio da hospedagem das equipes masculinas fica condicionado à presença obrigatória de uma equipe de futebol feminino na delegação estadual.
  • O objetivo central da confederação é elevar o atual índice de 43% de participação de mulheres até atingir a igualdade total de gênero nas futuras edições do evento esportivo.

“O incentivo é direcionado às universidades que inscrevem equipes femininas. Arcar com os custos de hospedagem da equipe masculina é uma contrapartida da presença do futebol feminino. Com isso, temos visto um crescimento exponencial da participação feminina em todas as modalidades do JUBs. Hoje, a participação feminina está em 43%, mas a meta é alcançar a paridade”, explicou a organização.

Qual o impacto da arena exclusiva para as atletas e profissionais envolvidas?

A criação de um espaço com acesso restrito e dedicado ao desenvolvimento esportivo repercutiu positivamente entre as participantes que entraram em campo na capital de Sergipe. A jogadora universitária Rafaela Maciel, representante da UniFTC (Centro Universitário FTC), instituição de ensino superior do estado da Bahia, enalteceu a qualidade do parque municipal e do gramado reservado exclusivamente para o desenvolvimento de suas habilidades técnicas.

“Tudo muito bonito. Não só a arena, mas a infraestrutura toda do parque. Essa criatividade poderia ser levada para outros lugares”, elogiou Rafaela.

Para as profissionais responsáveis pela arbitragem, o torneio universitário atua como uma vitrine de alto nível para a revelação de novos talentos esportivos em solo brasileiro. A árbitra sergipana Diana Santos, que lamenta não ter disputado um evento desse porte durante sua fase estudantil, avalia que a visibilidade gerada pelos jogos ajuda a expor o potencial técnico das jovens jogadoras que almejam seguir carreiras lucrativas e duradouras em clubes profissionais no futuro próximo.

“Queria ter participado de uma competição dessas. É uma oportunidade para elas mostrarem o seu valor. Apitando os jogos, dá para notar vários talentos e potenciais jogadoras profissionais”, observou Diana.

Apesar da celebração pela nova infraestrutura esportiva de Aracaju, tanto a atleta baiana quanto a árbitra sergipana relataram já ter enfrentado diversos episódios de preconceito e insultos machistas ao longo de suas trajetórias nos gramados. Contudo, elas asseguram que as tentativas de intimidação nunca as impediram de dar continuidade às suas carreiras profissionais no futebol, reiterando a crença de que é plenamente possível construir trajetórias de sucesso e realização pessoal através da prática do esporte nacional.

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